domingo, 25 de fevereiro de 2018

GUSTAVO FRANCO - A Desconfiança Social

Gustavo Franco, O Estado de S. Paulo
25 Fevereiro 2018 | 05h00
No Brasil, as pessoas não confiam umas nas outras, e menos ainda nas instituições. A família e os amigos se salvam e olhe lá. No governo, então, nem se fala. Deve ser por isso que somos os líderes mundiais na produção de advogados. 
Em avaliações comparativas com outros países, nossos índices de “confiança social” (“capital cívico” ou, em inglês, “social trust”) são vergonhosamente baixos, e o surto recente de corrupção na política certamente piorou as coisas. 
É verdade que o Judiciário funcionou, ainda que não homogeneamente, e qualquer pequena sensação de impunidade funciona como a janela com vidros quebrados, um mau exemplo que convida à transgressão. 
Mas não se deve perder de vista que as raízes desse fenômeno de “desconfiança social” se estendem para bem longe no passado, alcançando a época da “nação mercantilista”, conforme a expressão de Jorge Caldeira.

A história parece demonstrar que o Estado coletor de impostos, o maior de todos os rentistas, surge antes mesmo da Nação e vai sofrendo metamorfoses que apenas vão reforçando o conceito de que o Estado é um fim em si mesmo, ou uma cabeça cada vez maior que o corpo, uma criatura permanentemente preocupada em encontrar novas formas de atuar e crescer, como um parasita buscando ser maior que seu hospedeiro.
A hipertrofia do Estado não distingue classes, pois trata de multiplicar atribuições decorrentes de desconfiança, quando não a hostilidade, relativamente ao capital e também quanto ao trabalho.
Com relação à empresa basta lembrar que somos o último colocado, em uma amostra de 190 países, quando se trata do tempo que uma empresa média gasta para cumprir suas obrigações tributárias, as principais e as acessórias.
É como se o Estado estivesse dedicado a punir os empreendedores, esses personagens que teimam em produzir riqueza, pois eles estariam permanentemente empenhados em ocultá-la do Fisco. O tratamento é duro. O cotidiano da pequena empresa diante da fiscalização predial, tributária, ambiental ou sanitária é o de quem não sabe se vai voltar para casa inteiro.
É como se o Estado estivesse ali, jamais para melhorar o ambiente de negócios e trabalhar pela comunidade, mas para oprimir empresas privadas que existem apenas para pagar impostos e obedecer.
Pelo lado do trabalho a desconfiança se manifesta em outro formato. Parte-se da idealização de uma sociedade dividida (patrão/empregado) e cria-se o conceito que a “parte menos favorecida” é incapaz de decidir sua própria vida e precisa ser tutelada.
Para garantir essas e outras milhares de regras, o Estado cria, então, estruturas gigantescas que tornam desnecessárias as combinações particulares, pois qualquer contrato de trabalho sempre poderá ser desfeito e refeito na Justiça do Trabalho. 
Para que serve o contrato e a confiança que as partes depositaram nesse instrumento? Não é claro que esse sistema fomenta a desconfiança e incentiva a litigância que, por sua vez, requer mais tribunais para resolver? Em vez disso, a regulação do trabalho não deveria promover o emprego e a produtividade qualquer que fosse o caminho escolhido pelas partes?
Esses tribunais custaram R$ 17 bilhões em 2016 (o equivalente a 0,27% do PIB). O valor é mais do que toda a Justiça do Reino Unido precisa para funcionar. E pior: o que está em jogo é bem menos do que custa o mecanismo.
No ano de 2008 tínhamos 16 milhões de ações na Justiça do Trabalho, cujo valor médio era de cerca de R$ 15 mil. O custo total da própria Justiça naquele ano foi de R$ 9,1 bilhões, ou seja, cerca de R$ 57 mil por processo.
As legislações tributária e trabalhista parecem guiadas por um contrato social equivocado, fundado na desconfiança mútua, e que leva a um equilíbrio ruim, pelo qual os incentivos estão errados (a desconfiança produz transgressão, ambas se reforçando) e a única lógica discernível é a que leva ao crescimento do número de funcionários públicos.
Está mais do que na hora de mudar o paradigma.
EX-PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL E SÓCIO DA RIO BRAVO INVESTIMENTOS. ESCREVE NO ÚLTIMO DOMINGO DO MÊS

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

TECNOLOGIA - A era da nanotecnologia está aqui - e, com ela, incríveis possibilidades para diversos setores da economia

As novas bolas de gude

A Era da Nanotecnologia está aqui - e com ela, incríveis possibilidades para diversos setores da economia

*Guy Perelmuter, O Estado de S.Paulo
22 Fevereiro 2018 | 05h05
Em maio de 1998 um artigo científico intitulado "Recombinant Growth" (ou "Crescimento Recombinante") foi publicado no "Quarterly Journal of Economics", uma importante publicação editada pelo Departamento de Economia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Seu autor, Martin Weitzman - PhD em Economia pelo MIT em 1967 - sugere que os limites do crescimento de uma economia talvez não sejam estabelecidos pela capacidade de geração de novas ideias, mas sim pela capacidade de transformação destas ideias em projetos práticos e utilizáveis. Weitzman criou um modelo matemático no qual os elementos já existentes na economia - indústrias, equipamentos, automóveis e laboratórios, por exemplo - são expandidos e combinados com as inovações, dando forma a um novo padrão de crescimento e evolução que se baseia justamente na recombinação de todas essas componentes.
De fato, estamos vivendo uma era de inovações e avanços que ocorrem a uma velocidade sem precedentes, através da combinação de novas técnicas com plataformas já existentes. A manipulação de elementos individualmente - como sensores, memórias, processadores, dados ou redes - e sua combinação para criação de sistemas, programas, equipamentos ou dispositivos - abre caminho para novos segmentos de negócios: carros autônomos, impressoras 3D, robôs, drones, cidades inteligentes, agrotecnologia, e tantos outros que já discutimos neste espaço. Mas o que aconteceria se, ao invés de desenvolvermos novas tecnologias e combinássemos as mesmas entre si, decidíssemos manipular e combinar os blocos mais básicos da matéria - os átomos - a exemplo do que está sendo feito no ramo da biotecnologia com o DNA?
A ideia de manipular átomos para criação de novos materiais e máquinas começou a ser articulada na literatura no início da década de 60, mas os equipamentos e técnicas disponíveis para transformar esta visão em realidade ainda iriam demorar a surgir. Apenas na década de 80 foi possível visualizar detalhadamente, através de um microscópio de corrente de tunelamento (ou STM - scanning tunneling microscope) átomos e suas ligações. Este feito deu aos inventores do equipamento, o físico alemão Gerd Binnig e o físico suíço Heinrich Rohrer, ambos do Laboratório de Pesquisas da IBM em Zurique, o Prêmio Nobel de Física de 1986. A manipulação efetiva dos átomos levou mais duas décadas, fazendo com que o século XXI se tornasse candidato a ser o período de maior inovação na área de nanotecnologia.
O nome nanotecnologia está ligado ao tamanho dos objetos manipulados, que encontram-se em escala atômica e são mensurados em nanômetros, algo como um bilionésimo de um metro. Uma folha de papel típica tem mais de cem mil nanômetros de espessura. Em um artigo publicado na revista National Geographic de junho de 2006 a repórter Jennifer Kahn compara um nanômetro e um metro de forma ilustrativa: seria o equivalente a comparar uma bola de gude com o planeta Terra.

Como era de se esperar, o surgimento de uma nova ciência com potencial tão relevante também gerou preocupações - afinal, quais as consequências sobre a saúde e o ecossistema no caso do desenvolvimento de novos materiais ou modificação de materiais já existentes? Em julho de 2004 a tradicional Royal Society, fundada em Londres em 1660 com o objetivo de promover o conhecimento científico, publicou um estudo sobre o assunto, chamado "Nanoscience and nanotechnologies: opportunities and uncertainties" (ou "Nanociência e nanotecnologias: oportunidades e incertezas), no qual são destacados não apenas os potenciais benefícios da nova tecnologia mas também a necessidade de regulação e controle com relação à exposição do ser humano às nanopartículas.
Como os governos mundiais estão atuando neste novo setor e quais as estratégias com Universidades, centros de pesquisa e empresas é nosso tema para semana que vem. Até lá.
*Fundador da GRIDS Capital, é Engenheiro de Computação e Mestre em Inteligência Artificial
 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

BITCOIN -Bitcoin, uma tecnologia à procura de um produto

Bitcoin, uma tecnologia à procura de um produto

Aespantosa valorização do bitcoin em 2017 atraiu a curiosidade – e a cobiça – no mundo inteiro. Sua primeira cotação pública foi de 8/100 de centavo de dólar, em outubro de 2009. Em dezembro passado chegou a atingir US$ 19.783, uma valorização de 25 milhões de vezes.
Segundo Nouriel Roubini, trata-se de uma bolha especulativa ao estilo da “mania das tulipas” na Holanda do século 17. Casas eram hipotecadas em contratos de compra futura de tulipas. Os preços subiram durante quatro anos, até sua abrupta derrocada. Em 1637 chegou-se a pagar por um bulbo o equivalente a dez anos de salário de um artesão.
A primeira compra com bitcoins foi em 2009: duas pizzas de US$ 25 cada foram pagas com 10 mil bitcoins – US$ 105 milhões na cotação máxima de dezembro passado! Mas a realidade vem se impondo ao furor especulativo: em 6 fevereiro desceu a menos de US$ 6 mil, desvalorização de 70% em dois meses. Ontem estava em US$ 10.400. Como ressaltou John Kenneth Galbraith, se há algo que a humanidade não aprendeu com a História, é a evitar ondas de histeria especulativa.
Afinal, o que é e como funciona o bitcoin? Que papel poderá ter na economia?
O sistema bitcoin é um conjunto de registros de créditos, débitos e saldos – uma caderneta constantemente visível na internet – que descreve todas as transações feitas entre os participantes. Cada um tem seus bitcoins registrados numa “carteira”. Podem ter sido comprados de outros participantes com moedas reais ou recebidos em retribuição/recompensa pelo trabalho de “mineração”, que será explicado adiante.
A titularidade dessas carteiras só é conhecida pelo dono – o que garante sigilo patrimonial. As transações entre as carteiras são organizadas em blocos, que são fechados e “arquivados” a cada dez minutos, em média. Uma vez fechado, o bloco torna-se mais um elo da corrente de blocos (blockchain) que vem sendo composta desde 2009.
A garantia de que uma transferência de Pedro para João foi mesmo autorizada por Pedro se baseia na assinatura digital. Se a transferência for criptografada sem o uso da chave privada do legítimo emissor, os mineradores detectarão a fraude e rejeitarão a transação. Pressupõe-se que a senha privada não seja roubada. E aí está um problema: no bitcoin não há uma autoridade central que tenha poder de reverter transações ilegítimas.
Os registros nos blocos não podem ser mudados. Cada bloco de registros só pode ser fechado pelo computador que der resposta a um problema matemático não solúvel por fórmulas, mas por tentativa e erro – o que exige velocidade de processamento. Essa solução depende de todos os registros feitos no bloco. Qualquer alteração mínima – uma única letra num nome de uma transação – muda o resultado do problema. É uma loteria com chance de acerto muitíssimo menor que a da Mega Sena, mas na qual se é autorizado a jogar quantos “cartões” se consiga. A “loteria” termina quando algum participante dá a resposta certa e é autorizado a fechar o bloco. Esse trabalho de autenticar o fechamento dos blocos é a mineração. Quem acha a solução recebe 12,5 bitcoins por seu trabalho. Assim, lentamente, cresce a oferta de bitcoins.
Quem quisesse fraudar os registros teria de ter capacidade de processamento maior do que a soma dos demais participantes, pois precisaria refazer todo o encadeamento de autenticações em velocidade superior à dos demais mineradores. Impossível.
Como já se disse, o minerador recebe 12,5 bitcoins por fechar o bloco. No início eram 50 bitcoins; depois, 25. O sistema continuará reduzindo o prêmio pela “mineração”, o que estabilizará a oferta em 21 milhões de bitcoins. Os mineradores, então, terão de ser compensados com tarifas, ou não manterão interesse em autenticar novos blocos.
O custo de “minerar” um bitcoin pode chegar a US$ 4 mil somente em energia elétrica. A valorização de 2017 cobriu com folga todos os custos envolvidos e atraiu muito investimento em poder de processamento. Mas como se trata de uma “corrida armamentista” – em que mineradores competem entre si –, esse aumento do investimento não reverte em maior velocidade de processamento das transações. A vazão máxima do sistema é de sete transações por segundo, insuficiente para um meio de pagamento mundial. Somente a Visa processa 1.700 transações por segundo. E pode chegar a 56 mil se houver demanda.
Como apontou Gustavo Loyola, para ser considerado uma moeda, além da função de meio de pagamento – em que é ineficiente – o bitcoin teria de cumprir outras duas: unidade de conta e reserva de valor. Como unidade de conta, o bitcoin tem um problema: seu valor oscila muito. Se fosse uma medida de preços, estes flutuariam em excesso. Para servir como unidade de conta a moeda deve dar estabilidade aos preços. Como reserva de valor, o bitcoin não é confiável. Embora o sistema preveja uma oferta final de 21 milhões de bitcoins, nada impede que outras criptomoedas inundem o mercado, reduzindo o valor de todas.
Assim, o mérito do bitcoin não é ter inaugurado uma nova linhagem de moedas, mas o de ter introduzido o blockchain, inovação técnica que poderá, com aperfeiçoamentos, reduzir custos de transações financeiras, de registros de propriedade e de contratos. O blockchain fará parte do futuro, embora ainda não saibamos exatamente como.
As aplicações de novas tecnologias na economia são absolutamente imprevisíveis. A indeterminação é a regra. Um tanto como os seis personagens à procura de um autor, de Pirandello, novas tecnologias não têm um roteiro prévio a seguir. O caminho para sua utilização prática é tortuoso, dramático e surpreendente, em geral fazendo chacota dos futurólogos.
Suas aplicações práticas – os produtos que vão inspirar e os mercados que vão moldar – são sempre imponderáveis. Com o blockchain e o bitcoin não é nem será diferente.
O ‘blockchain’ fará parte do futuro, embora ainda não saibamos exatamente como

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Demi Getschko - ´´E Barlow!"

Demi Getschko

Perdemos John Perry Barlow, defensor dos conceitos fundadores da internet.
Em 7 de fevereiro perdemos John Perry Barlow, um ferrenho defensor dos conceitos fundadores da internet. Era véspera do vigésimo segundo aniversário de sua “Declaração da Independência do Ciberespaço” produzida em 1996, Davos, Suíça, que descreve uma internet ideal, libertária e aberta. Foi também uma reação à emenda da lei de telecomunicações norte-americana, que propunha censura a expressões ofensivas.
Barlow tinha uma vasta gama de interesses, da academia, incluindo uma passagem pela Universidade de Harvard, à contracultura. Definia-se com um “velho hippie”, foi rancheiro, membro e letrista do Grateful Dead, fundador da EFF (Electronic Frontier Foundation), amante de gatos (perdeu seu gato Buck em 2014), ensaísta e escritor. Visitou o Brasil algumas vezes. Do que escreveu, citaria The Economy of Ideas, de 1994. É uma instigante obra que me permite uma historieta.
Saí da Fapesp em 1996 e mudei-me para a Agência Estado, cujo time ímpar e foco amplo e atrativo incluía participação em eventos semestrais no Media Lab do Massachusetts Institute of Techonology (MIT), então sob a batuta do Nicholas Negroponte. Num desses eventos (em 1998, talvez?) o tema era “ferramentas de proteção à reprodução dos textos jornalísticos”. A internet era o foco, pois era lá que os textos começavam a ser copiados à larga. Durante dois dias ouvimos pesquisadores do Media Lab propondo formas para “marcar” os textos, prevenindo ou identificando cópias indevidas. Sugeriram-se desde sutis alterações no espaçamento de caracteres, adição de assinaturas digitais, até uso de “marcas d´água” invisíveis. Ao final, o contraponto: uma palestra de Barlow.
Com botas e cinturão de um rancheiro do Wyoming, e a postura de ativista da contracultura dos anos 70, ele nos daria sua visão do tema. “Vocês estão aqui discutindo detalhes desimportantes. O que cada um de nós produz pouco tem de próprio e muito deve ao lido e aprendido. E, com o fim do suporte físico, sem capas, embalagens, garrafas, a intenção de ‘dificultar reproduções da obra’ está fadada à impossibilidade. Tudo serão bits indistinguíveis; não há mais onde colocar etiquetas. Isso não significa que não devamos remunerar, e bem, o autor. O suporte e o intermediário, uma entidade recente, vão sumir. Vejam: quando Bach compunha uma cantata, torcia para que fosse bem recebida e bastante reproduzida, porque isso significaria uma nova encomenda de música, garantindo o seu sustento seu da numerosa prole. Penso que, uma vez publicada a obra, ela passa a ser de todos. O que eu acabo de dizer aqui, passa a ser de vocês e, por favor, disseminem isso livremente e fartamente. Se essa minha apresentação foi bem avaliada, receberei novo convite para outra palestra e, lógico... cobrarei o dobro!”.
Voltando à “Declaração”, em tempos de “local de fala” e hipersensibilidade geral, vale recordar um trecho: “Estamos criando um mundo que todos possam entrar sem preconceitos ou privilégios de raça, poder econômico, força militar ou local de nascimento. Estamos criando um mundo em que qualquer um, de qualquer lugar, possa expressar suas ideias, por mais singulares que sejam, sem medo de ser forçado ao silêncio ou à conformidade. (...) Criaremos a civilização da Mente no Ciberespaço, mais justa e humana do que a que temos hoje!”. Oxalá o espírito da internet das palavras de Barlow sobreviva!
Barlow tinha uma vasta gama de interesses, da academia à contracultura

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

coréia do sul - como é para os coreanos?

Educação na Coreia do Sul – Como é para os coreanos?
http://www.brasileiraspelomundo.com/educacao-na-coreia-do-sul-como-e-para-os-coreanos-0708661

coréia do sul - ensino sul coreano

 https://aminoapps.com/c/kpoppt/page/blog/ensino-sul-coreano-como-funciona-o-sistema-educacional-da-coreia-do-sul/76dM_rZHPu8zoNpMbY7VBE5x6Pxg0GrWrK


A Coreia do Sul ocupa a 1ª posição entre os melhores países no quesito educação. Seu sistema de ensino é baseado no preparo dos cidadãos para o trabalho e faculdade. Levado muito a sério entre os alunos e familiares, o país tem cerca de 80% dos jovens em uma das 347 universidades e mais de 97% dos estudantes completando o Ensino Médio todo ano, maior taxa do mundo.
Pelos números é possível perceber que os estudos são de grande importância para a Coreia do Sul e que seus esforços estão dando certo. O sistema de educação utilizado no país é dividido em 4 fases: Ensino fundamental, ensino médio junior, ensino médio senior, e faculdade, sendo obrigatório a todos os coreanos as duas primeiras fases, dos 6 aos 15 anos.
Assim como os outros países com elevada taxa de educação, a grande maioria dos alunos coreanos frequentam colégios públicos e as escolas particulares são bem caras. De qualquer forma, todas elas recebem investimento do governo, mesmo que as privadas em uma quantia menor.
Durante o ensino fundamental e ensino médio junior, os alunos costumam frequentar escolas próximas às suas casas, diferente do que acontece nas outras fases, em que há uma disputa pelas melhores instituições. Após completar a fase obrigatória, o próximo passo é escolher qual tipo de ensino médio senior o aluno deseja frequentar.
O ensino médio senior acadêmico dá aos alunos aulas mais avançadas das matérias gerais, assim como as eletivas, que cada um escolhe com base no que pretende cursar na universidade. Esse tipo de ensino médio é o mais procurado pelos coreanos.
Para essa escolha, o método de entrada pode variar entre as instituições. Grande parte dos colégios nas áreas metropolitanas de Seul, Busan, Daegu e Gwangju usam um sistema que escolhe aleatoriamente onde o aluno estudará – obviamente, dentro de sua cidade. Escolas de outras regiões costumam escolher seus estudantes pelas notas e registros acadêmicos, ou por uma prova.
Um seleto grupo de colégios desse tipo é escolhido pelo governo como “escolas com proposta especial”, e oferecem um currículo mais específico (como línguas estrangeiras mais diferentes e foco científico). Mesmo assim, o sistema de entrada continua sendo aleatório e apenas 10% dos estudantes frequentam esse tipo de colégio.
O ensino médio senior vocacional prepara seus alunos para uma área específica e normalmente são focadas em apenas um setor – como agricultura, tecnologia, comércio e indústria de pesca. Nesse caso, o estudante escolhe o colégio que decide cursar e entra a partir de um teste aplicado pela instituição ou por suas notas no ensino médio junior.
Há também as escolas de ensino médio específicas, feitas para os melhores alunos em diversos ramos: artes e música, atletismo, língua estrangeira, ciência, etc. Essas escolas têm a intenção de identificar futuros líderes em cada um dos eixos e melhorar seus talentos. Para elas, os alunos precisam se candidatar e são escolhidos dependendo de seu talento.
Grade curricular
A grade curricular coreana é organizada pelo Ministério de Educação, Ciência e Tecnologia do país, como acontece aqui (nosso órgão é o MEC). Os conteúdos são revisados a cada 5 ou 10 anos e o documento também contém a carga horária de cada matéria por ano letivo. Mesmo que precisem seguir a grade curricular, os superintendentes de cada estado também podem adicionar mais conteúdos às escolas, mas nunca retirar algum do oficial.
No ensino fundamental, as disciplinas obrigatórias são: ética, língua coreana, matemática, ciências, estudos sociais, educação física, música e artes. Além disso, é comum que as escolas também apresentem métodos que ensinem as crianças a apreciarem a tradição e cultura coreana, amor ao próximo e ao país, e hábitos básicos cotidianos. Nos últimos anos do ensino fundamental, alguns alunos também cursam aulas extras, como economia doméstica, tecnologia, língua estrangeira e computação.
No ensino médio senior acadêmico, as disciplinas obrigatórias continuam as mesmas, mas os alunos precisam escolher suas específicas em ciências ou estudos sociais. As matérias de ciências são: física, química, biologia, e geografia física. Na área de estudos sociais: geografia, história, política, economia, e estudo cultural. Nos outros dois tipos de ensino médio, as disciplinas variam um pouco, já que seu currículo é baseado na área escolhida.
Todas essas três fases preparam o coreano para uma coisa: a 4ª fase. O vestibular coreano é chamado de CSAT (College Scholastic Ability Test, ou Teste de Habilidade Escolar para a Universidade, em tradução livre) e é o dia mais importante para os coreanos. Esse teste define qual a faculdade a pessoa cursará e, consequentemente, o orgulho da sua família e suas chances de ter sucesso na carreira. Se formar em grandes universidades garantem um bom emprego e um ótimo salário, além de um grande respeito entre os coreanos.
Então foi isso espero que tenha tirado a sua dúvida ate o próximo blog

coréia do sul - como funciona o sistema educacional da coréia do sul?

Ensino Sul-Coreano: Como funciona o Sistema Educacional na Coreia do Sul?

Olá Capopeiras Bulletproof (SQÑ, porque é cada tiro que "nóiz" toma)
Recentemente o estudo Sul-Coreano tem me intrigado muito, eu gostaria muito de aprimorar meu conhecimento sobre esta cultura encantadora e entender o motivo dos jovens Sul-coreanos se dedicarem tanto aos estudos.
E acredito que eu escrevendo este Blog, não ajude somente a mim. Mas ajude muitas pessoas que querem saber um pouco mais sobre a cultura Coreana.
Então se preparem, peguem seus coletinhos. Peguem um caderninho e uma caneta. E senta que lá vem Textão. (Não liga para o que eu digo, sou louca, kkkk
E o texto nem é tão grande, kkk)


A Coreia do Sul se encontra em primeiro lugar entre os países com o melhor quesito de educação. O ensino Sul-Coreano é baseado no preparo dos cidadãos para a faculdade e o trabalho.
O país possui cerca de 80% de jovens entrando em uma das 347 Universidades Sul-coreanas, e 97% de estudantes completando o Ensino Médio todo ano. Tendo a maior taxa do mundo.
É possível perceber pelos números que o estudo é extremamente importante na Coreia do Sul, e os esforços estão dando certo.
O Sistema Educacional do país (Coreia do Sul), é dividido em 4 fases:
1° Ensino Fundamental
2° Ensino Médio Junior
3° Ensino Médio Senior
4° Faculdade
Sendo obrigatório a todos coreanos de 6 a 15 anos, ter as duas primeiras fases (Ensino Fundamental e Ensino Médio Junior, nesta ordem).
Do mesmo modo que outros países com uma taxa elevada de educação, a maioria dos dos jovens Sul-coreanos (os alunos) frequentam colégios públicos, e os colégios particulares, são bem caros. De todo modo, todos os colégios recebem investimento do governo (até mesmo as privadas, mas recebem um investimento menor do que as públicas).
Durante o Ensino Fundamental e o Ensino Médio Junior (primeira e segunda etapa), os alunos frequentam escolas próximas às suas respectivas casas (Não é obrigatório, mas normalmente é assim), já nas outras etapas, costuma haver uma "disputa" pelas melhores instituições, e normalmente elas ficam longe de suas casas.
Após o término (completarem) da fase obrigatória (primeira e segunda fase), o próximo passo é definir, qual é o tipo de Ensino Médio Senior cujo o aluno quer frequentar.
═Ensino Médio Senior═
:white_small_square: Acadêmico:
O Ensino Médio Senior Acadêmico, dá aos estudantes aulas pouco (muito) mais avançadas das matérias gerais, da mesma forma que as eletivas, sendo que cada um dos estudantes escolhe tendo a base do que pretende cursar na Universidade. Este é o tipo de Ensino Médio Senior mais procurado pelos jovens (alunos) Sul-coreanos.
Para tal escolha (Ensino Médio Senior Acadêmico), o método para entrada varia muito entre as instruções. Uma boa (grande) quantia das escolas nas áreas metropolitanas de Busan, Daegu, Gwangju e Seul usam o Sistema que escolhe aleatoriamente onde o estudante estudará — Claramente, em sua cidade.
Já as escolas de outras regiões, em sua maioria, costumam escolher os alunos pelas notas e seus registros acadêmicos, ou até mesmo por uma prova.
Um seleto grupo de escolas deste tipo é selecionado pelo governo como: "Escolas com proposta especial", e oferecem um currículo mais especifico (como línguas estrangeiras mais diferentes, e foco científico). De todo modo, o sistema de entrada se mantém aleatório, e apenas 10% dos estudantes frequentam este tipo de instituição.
:white_small_square: Vocacional:
O Ensino Médio Senior Vocacional prepara os estudantes para uma área específica e normalmente são mais focadas em apenas um setor — Por exemplo, agricultura, tecnologia, indústria da pesca e comércio. Neste caso, o aluno decide a escola que quer cursar e entrar a partir de suas notas no Ensino Médio Junior, ou um teste aplicado pela instituição mesmo.
Há também as escolas de ensino médio específicas, feitas para os melhores alunos em diversos ramos, como: artes e música, atletismo, língua estrangeira, ciência, etc.
Estes colégios têm como intenção, identificar futuros líderes em cada um dos eixos e melhorar seus talentos. Para elas, os estudantes precisam se candidatar e são escolhidos dependendo de seu talento.
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Grade Curricular
A grade curricular Sul-coreana, é organizada pelo Ministério de Educação, Ciência e Tecnologia do país, da mesma forma que acontece aqui (nosso Órgão é o MEC). Todos os conteúdos são cautelosamentes revisados a cada 5 (cinco) ou 10 (dez) anos e o documento contém também a carga horária por ano letivo. Mesmo que tenham de seguir a grade curricular, os superintendentes de cada um dos estados sul-coreanos, podem adicionar mais conteúdos aos colégios, mas jamais retirar algum conteúdo do oficial.
:white_small_square: Diciplinas obrigatórias:
Ensino Fundamental
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No Ensino Fundamental, as matérias obrigatórias são:
Ética, Língua Coreana, Matemática, Ciências, Estudos Sociais, Educação Física, Música e Educação Artística. Além disso, é muito comum que os colégios apresentem métodos que ensinem as crianças a aprimorarem a tradição e a cultura coreana, amor ao próximo e ao país, e hábitos básicos cotidianos.
Nos últimos anos do Ensino Fundamental, os estudantes cursam aulas extras, como; Economia doméstica, Tecnologia, Língua Estrangeira e Computação.
Ensino Médio Senior
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No Ensino Médio Senior Acadêmico, as matérias obrigatórias se mantém (não mudam), porém os estudantes precisam escolher suas específicas em estudos sociais ou em ciências.
As disciplinas de ciências são;
Física, Química, Biologia e Geografia Física.
Já na área de estudos sociais, são;
Geografia, História, Política, Economia e Estudo Cultural.
Nos outros dois tipos de Ensino Médio, as disciplinas variam um pouquinho, já que seu currículo é baseado na área escolhida.
Estas três fases irão preparar o jovem coreano para a 4ª fase.
O vestibular coreano é chamado de CSAT (College Scholastic Ability Test, ou em português, Teste de Habilidade Escolar Para a Universidade — Tradução livre), e é o dia considerado "O Mais Importante" para os coreanos.
Este teste definirá qual a Universidade o jovem coreano cursará e, como consequência, o orgulho de sua família e suas chances de obter sucesso em sua carreira. Se formar em grandes Universidades — Como a SKY (Seoul National University, Korea University e a Yonsei University, que são basicamente a Big Three, versão Universidade) — garantem um bom emprego — No caso da SKY, um excelente emprego — e um ótimo salário, além de um grande respeito entre os coreanos.
ALGUMAS CURIOSIDADES:
:moyai: Coreia do Sul, está entre os países em que mais estudantes jovens não são felizes.
:moyai: Coreia do Sul, está entre os países que mais há suicídio, causa; entrada em alguma Universidade negada, e após isso ser tratado como "fracasso", "desonra da família"e coisas do gênero/pressão com os estudos/pressão de ser o melhor em tudo. E coisas do gênero.
:moyai: Coreia do Sul, é considerado o país co

:moyai: Coreia do Sul, está entre os países em que mais estudantes jovens não são felizes.
:moyai: Coreia do Sul, está entre os países que mais há suicídio, causa; entrada em alguma Universidade negada, e após isso ser tratado como "fracasso", "desonra da família"e coisas do gênero/pressão com os estudos/pressão de ser o melhor em tudo. E coisas do gênero.
:moyai: Coreia do Sul, é considerado o país com melhor desenvolvimento escolar.
:moyai: Na Coreia do Sul 98% da população é Alfabetizada.
:moyai: Na Coreia do Sul 60% dos jovens fez ou faz algum curso superior.
:moyai: O ensino integral é obrigatório na Coreia do Sul (até em escolas públicas).
:moyai: Há um rodízio entre os professores, para que os melhores não fiquem presos a única única instituição.
:moyai: As verbas públicas são divididas igualmente entre todas as escolas, o que garante uma homogeniedade na qualidade escolar.
:moyai: O horário de estudo varia um pouco, temos aquele ‘normal’ que todos participam e funciona de 7:30 às 17:00.
:moyai: A Coréia do Sul foi o primeiro país do mundo a fornecer internet banda larga em todas as escolas do país

Quem me conhece, sabe o quão sou, fascinada pelo estudo coreano, e acho super incrível eles estarem em primeiro lugar no Ranking, de ensino. Acho legal, eles incentivarem os jovens a estudarem.
Mas vamos pensar comigo...
Se coloque no lugar de um jovem Sul-coreano, você está lá, no auge (modo de falar) de sua vida, com seus belos 17 anos, concorde comigo, que seus pais já te enchem o saco para se sair bem no ENEM, imagina isso, só que para uma Universidade :mortar_board: disputada por muitos jovens, vou dar o exemplo da SKY (acredito que sejam as mais conhecidas).
Você é um(a) jovem Sul-Coreano(a), e seus pais querem, porque querem que você entre para a SKY.
Tranquilo, você vai lá, analisa o Campus, da Universidade, analisa o formulário, analisa os métodos de ensino, e você escolhe a Yonsei University/Korea University/Seoul National University.
Você arranja animo, e manda seu currículo, e você passa para a segunda fase, para fazer prova.
Você passa noites sem dormir apenas para fazer a prova, literalmente troca o dia pela noite (mas isso é errado, mas sei que muitos fazem isso — inclusive eu).
Só que você se desespera, e não passa.
A partir disso, tua vida "acaba". Todos seus amigos e/ou amigas passaram para a Universidade desejada, e não terão tempo de consolar-lhe, portanto você fica sozinha, seus pais estão decepcionados, poxa eles tinham certeza que você passaria, até compraram presentes. E agora nada adianta, pois, por SUA causa, eles estão tristes, VOCÊ e somente VOCÊ os decepcionou. (Claro que isso em hipótese alguma, é verdade! Você não é o(a) culpado(a)).
Pensamento: "Parabéns, você conseguiu decepcionar seus pais"
Em alguns casos, os filhos se sentem a desonra da família, e se suicidam, ou os próprios pais tratam os/o filho como fracassado/desonra e o filho acaba se suicidando.
Então acho que a pressão deveria ser menor.
Não se trata somente de Universidade, mas no próprio Ensino Fundamental, há relatos de que, mais de 79,9% dos alunos sejam infelizes, devido a pressão de casa para serem os melhores.
—————~ஜ۩۞۩ஜ~—————
Não vou me prolongar muito sobre a SKY, até porque já fiz um post, explicando sobre estas 3 Universidades, caso queira ver: _--_--Clique aqui--_--_
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:wavy_dash: O que me inspirou para fazer este Blog, foi o K-Drama:
Cheer Up! (Vamos, Atreva-se!/Anime-se!)

coréia do sul- estrutura do si

A educação na Coreia do Sul é regida por um sistema estruturado em escola elementar (com uma duração de seis anos), escolas primárias (período de três anos), high school ou colégios (três anos), junior college (centro universitário com cursos de dois ou três anos) e universidades (até 4 anos).
O período letivo começa no mês de março e termina no mês de fevereiro do ano seguinte. Está estruturado em dois semestres: o semestre de primavera, de março a junho, e o semestre de outono, de setembro a fevereiro. Entre ambos os períodos existem algumas semanas de férias que vão da última semana de junho até o final de julho.
O período de admissão começa no mês de outubro e é necessário conhecer os requisitos específicos que cada universidade exige de seus alunos. Para isso o mais recomendável é visitar os sites das universidades e iniciar as gestões acadêmicas e burocráticas quanto antes.
Os estudantes estrangeiros podem estudar na Coreia do Sul atendo-se a várias modalidades a depender do tempo que pretendam permanecer no país e do nível de conhecimento do idioma.
Escola elementar - Elementary School
Começa aos 7 anos, após vários anos de permanência opcional na creche. Dos três aos cinco anos pode-se ingressar ao jardim de infância e, caso se queira, aos cinco anos pode-se iniciar o período de escola elementar, ainda que o normal seja esperar até os sete anos.
A duração desta etapa é de seis anos, termina aos 12. Ela é obrigatória e costuma ser cursada na escola pública ainda que não exista diferença entre cursá-la em um centro privado ou público.
Escola primária - Middle School
A passagem da escola elementar à primária exige um exame de acesso. A realização deste exame depende do lugar de residência do aluno. Este tipo de educação é gratuita e inclui idades entre 13 e 15 anos.
A educação primária está estruturada em nove áreas: educação moral, língua coreana, estudos sociais, matemática, ciências, educação física, música, belas artes e ofícios.
Existe uma infinidade de colégios particulares que dão aulas a crianças que se encontram nesta etapa, mas as diferenças pedagógicas em relação aos públicos não são significativas.
High School
Compreende o período dos 16 aos 18 anos. Tem duração de três anos e há vários ramos de estudo diferentes: voltados ao âmbito dos negócios e voltados às áreas de línguas estrangeiras, educação física e ciências. A opção por um ou por outro depende da proximidade da high school dos lugares de residência dos alunos.
Junior College
Neste período educativo predominam especialmente os centros privados: 150 contra 10 públicos. Geralmente proporcionam também hospedagem aos alunos e são mais baratos que a universidade. Costumam ser dois ou três anos de estudo especializado em disciplinas como agricultura, pesca, enfermagem, ciências da saúde, sociologia, educação física. Após os estudos há um período de estágio que proporciona conhecimentos técnicos e práticos.
Universidade
A Coreia tem 250 universidades, em sua grande maioria privadas, que oferecem uma variada oferta educativa. A maioria das universidades oferece 24 disciplinas por semestre e ao finalizar o curso totaliza um mínimo de 140. Cada centro exige um mínimo de disciplinas para a obtenção do diploma.
Pós-graduação
Após a obtenção do diploma de graduação pode-se continuar o ensino superior com um MA Degree, equivalente a um mestrado, e depois continuar com o Ph Degree, doutorado. Para obter um mestrado são necessários de dois a três anos, e para um doutorado de dois a quatro anos.

Tabela resumo dos níveis de ensino

Período educativo
Idade
Anos necessários
Creche
3 - 6 anos
Não é obrigatório
Escola fundamental
7 - 12 anos
6
Escola primária
13 - 15 anos
3
High School
16 - 18 anos
3
Junior College
19 - 21 anos
2 - 3
Universidade
19 - 22 anos
4
Pós-graduação
MA Degree
Phttp://www.universia.com.br/estudar-exterior/coreia-do-sul/sistema-ensino/estrutura-do-sistema-educacional/670#H

22 - 24
24 - 27


2 - 3
2 - 4

coréia do sul - estrutura do sistema educacional

Estrutura do sistema educacional

A educação na Coreia do Sul é regida por um sistema estruturado em escola elementar (com uma duração de seis anos), escolas primárias (período de três anos), high school ou colégios (três anos), junior college (centro universitário com cursos de dois ou três anos) e universidades (até 4 anos).
O período letivo começa no mês de março e termina no mês de fevereiro do ano seguinte. Está estruturado em dois semestres: o semestre de primavera, de março a junho, e o semestre de outono, de setembro a fevereiro. Entre ambos os períodos existem algumas semanas de férias que vão da última semana de junho até o final de julho.
O período de admissão começa no mês de outubro e é necessário conhecer os requisitos específicos que cada universidade exige de seus alunos. Para isso o mais recomendável é visitar os sites das universidades e iniciar as gestões acadêmicas e burocráticas quanto antes.
Os estudantes estrangeiros podem estudar na Coreia do Sul atendo-se a várias modalidades a depender do tempo que pretendam permanecer no país e do nível de conhecimento do idioma.
Escola elementar - Elementary School
Começa aos 7 anos, após vários anos de permanência opcional na creche. Dos três aos cinco anos pode-se ingressar ao jardim de infância e, caso se queira, aos cinco anos pode-se iniciar o período de escola elementar, ainda que o normal seja esperar até os sete anos.
A duração desta etapa é de seis anos, termina aos 12. Ela é obrigatória e costuma ser cursada na escola pública ainda que não exista diferença entre cursá-la em um centro privado ou público.
Escola primária - Middle School
A passagem da escola elementar à primária exige um exame de acesso. A realização deste exame depende do lugar de residência do aluno. Este tipo de educação é gratuita e inclui idades entre 13 e 15 anos.
A educação primária está estruturada em nove áreas: educação moral, língua coreana, estudos sociais, matemática, ciências, educação física, música, belas artes e ofícios.
Existe uma infinidade de colégios particulares que dão aulas a crianças que se encontram nesta etapa, mas as diferenças pedagógicas em relação aos públicos não são significativas.
High School
Compreende o período dos 16 aos 18 anos. Tem duração de três anos e há vários ramos de estudo diferentes: voltados ao âmbito dos negócios e voltados às áreas de línguas estrangeiras, educação física e ciências. A opção por um ou por outro depende da proximidade da high school dos lugares de residência dos alunos.
Junior College
Neste período educativo predominam especialmente os centros privados: 150 contra 10 públicos. Geralmente proporcionam também hospedagem aos alunos e são mais baratos que a universidade. Costumam ser dois ou três anos de estudo especializado em disciplinas como agricultura, pesca, enfermagem, ciências da saúde, sociologia, educação física. Após os estudos há um período de estágio que proporciona conhecimentos técnicos e práticos.
Universidade
A Coreia tem 250 universidades, em sua grande maioria privadas, que oferecem uma variada oferta educativa. A maioria das universidades oferece 24 disciplinas por semestre e ao finalizar o curso totaliza um mínimo de 140. Cada centro exige um mínimo de disciplinas para a obtenção do diploma.
Pós-graduação
Após a obtenção do diploma de graduação pode-se continuar o ensino superior com um MA Degree, equivalente a um mestrado, e depois continuar com o Ph Degree, doutorado. Para obter um mestrado são necessários de dois a três anos, e para um doutorado de dois a quatro anos.

Tabela resumo dos níveis de ensino

Período educativo
Idade
Anos necessários
Creche
3 - 6 anos
Não é obrigatório
Escola fundamental
7 - 12 anos
6
Escola primária
13 - 15 anos
3
High School
16 - 18 anos
3
Junior College
19 - 21 anos
2 - 3
Universidade
19 - 22 anos
4
Pós-graduação
MA Degree
PH Degree

22 - 24
24 - 27


2 - 3
2 - 4


http://www.universia.com.br/estudar-exterior/coreia-do-sul/sistema-ensino/estrutura-do-sistema-educacional/670

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

BITCOIN - Tranca no bitcoin

Tranca no bitcoin

Autoridades do mundo inteiro parecem alarmadas com as portas arrombadas pelo bitcoin e pelas demais criptomoedas. Querem agora providenciar as trancas. Mas não estão seguras sobre o que fazer.
Até recentemente essas criaturas digitais não despertavam mais do que curiosidade – e cobiça. Eram consideradas ou anomalias monetárias ou uma dessas tantas novidades de fôlego curto. Mas, nove anos depois de lançado o pioneiro bitcoin, esse segmento alcança valor de mercado de US$ 180 bilhões, já comparável com o ativo global em diamantes, quantificado em alguma coisa ao redor dos US$ 250 bilhões.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, advertiu dia 12 que essas moedas foram beneficiadas pelo vácuo regulatório e se tornaram “sistemas de lavagem de dinheiro e de financiamento do terrorismo”. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, foi claro durante a reunião do Fórum Econômico Mundial: “Embora encoraje o financiamento à tecnologia e a inovação, quero ter certeza de que os mercados financeiros são saudáveis e não são usados para atividades ilícitas”. Também a primeira-ministra da Grã-Bretanha, Theresa May, avisou que seu governo encara as criptomoedas com muita seriedade, porque “têm sido usadas por criminosos”.
Japão, China, Coreia do Sul e Índia já vêm impondo restrições ao lançamento e às transferências de criptomoedas, fator que aparentemente tem sido a causa da enorme volatilidade das cotações.
Alemanha e França, por sua vez, pretendem discutir na reunião de cúpula de chefes de Estado e presidentes de bancos centrais do Grupo dos 20, a ser realizada em março na Argentina, propostas para regulamentar esse novo segmento.
Por aí se vê que a principal preocupação das autoridades não é coibir a proliferação de criptomoedas (hoje são 1,5 mil) e, assim, eliminar a ameaça de quebra do monopólio estatal de emissão de moeda, mas impedir que sejam usadas para atividades ilícitas.
Na terça-feira, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, remou contra essa corrente: “Não é responsabilidade do BCE regular bitcoin”. Não é o que pensa a cúpula do BIS (Bank for International Settlements), que atua na compensação de pagamentos entre bancos centrais. Em documento disse o contrário: os bancos centrais devem preparar-se para intervir.
Mas como intervir? As primeiras sugestões são de identificar os que lidam com essas moedas: os que “mineram”, os que as adquirem nos lançamentos (ICOs - Inicial Currency Offer) e os que as renegociam. Mas não ficam nisso. Chegam até a proibir seu funcionamento.
Há duas limitações importantes para essas iniciativas oficiais. A primeira é a de que a própria natureza das criptomoedas é global, descentralizada e garantidora do anonimato. Se for proibida nos grandes países, sabe-se lá por que mecanismos, nada a rigor impediria que as transações continuassem de qualquer ponto do globo ou da nuvem cibernética. O que as autoridades podem tentar com mais eficácia é proibir as ICOs, os lançamentos no mercado financeiro destinados a arrecadar dólares para iniciar uma nova criptomoeda.
A outra grande limitação – e risco – é a de que uma regulamentação abrangente e supostamente eficaz iniba o desenvolvimento tecnológico e a inovação, o que seria desastroso para todos.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

MOEDA VIRTUAL - O que é Bitcoin?


O bitcoin é a moeda virtual mais conhecida do mundo. Antes usada apenas por fãs de tecnologia, a criptomoeda passou a chamar a atenção de investidores comuns, que pouco entendem do funcionamento do bitcoin ou de aplicações financeiras mais arriscadas.

O que é bitcoin?

É uma moeda virtual criada em 2008 e a primeira a usar criptografia. Ao contrário das moedas físicas, como o real ou o dólar, o bitcoin não é emitido pelo Banco Central de nenhum país. O responsável por sua "criação" é um programa de computador central e complexo, que vamos explicar mais adiante.
Uma peculiaridade do bitcoin, é que todas as suas transações são públicas e podem ser checadas por qualquer um. O que é exibido, no entanto, são os números das carteiras virtuais envolvidas na transferência e quanto foi enviado.
A criptografia embaralha os dados para protegê-los e, no caso do bitcoin, é usada para manter as transações seguras e ocultas.

Moeda virtual, digital e criptomoeda são a mesma coisa?

Sim. Criptomoeda é o nome técnico empregado por conta do uso da criptografia. Já moeda virtual e/ou digital são sinônimos atribuídos porque a circulação dessa divisa ocorre apenas na internet.

Como comprar?

Para comprar bitcoin, é preciso instalar um software no computador ou smartphone e seguir as instruções para criar seu par de chaves criptográficas. Esse processo é automático e muito simples. Isso gera um "endereço bitcoin", uma carteira digital que funciona como um número de conta corrente.
É possível adquirir moedas de duas formas: em casas de câmbio específicas ou sendo um “minerador”, alguém que participa das transações e é recompensado com novos bitcoins por isso.

Como é o sistema de compra e venda?

As transferências de bitcoin acontecem entre as carteira do comprador e do vendedor. A transação dura alguns minutos. Para ser efetivada, ocorre um processo complicado nos bastidores.
Todas as transações são reunidas em blocos. Cada bloco é ligado ao anterior por um elo, um código chamado "hash". Juntos, eles formam uma "corrente de blocos", ou "blockchain".
Os responsáveis por montar a "blockchain" são os chamados mineradores. Eles reúnem as transações que estão sendo incluídas na rede, mas ainda não foram colocadas em um bloco. Além disso, o minerador tem de calcular o "hash" certo para formar a ligação entre os blocos. Como os cálculos são bastante complexos, há um custo computacional bastante grande.
É por isso que computadores domésticos comuns não têm chance de competir com os mineradores profissionais, que fazem uso de supermáquinas para conseguir o maior número de tentativas no menor período de tempo.

O que ganham os mineradores?

Como recompensa por manter a rede funcionando, o minerador fica com uma certa quantia de bitcoin. Ele também ganha quando os envolvidos na transação querem que a transferência seja incluída logo no bloco. Para isso, têm de pagar uma taxa.

É seguro investir em bitcoin?

Bitcoin é considerado por especialistas em finanças um investimento de alto risco. A cotação da moeda oscila conforme a demanda por ela, em um sistema similar a uma ação na bolsa de valores. Nada garante que se você comprar um bitcoin ele valerá mais no futuro.

Bitcoin é ilegal?

As moedas virtuais ainda enfrentam questões em torno da sua regulamentação. Alguns países se mostram favoráveis ao seu uso, como Japão, Suíça Reino Unido e Estados Unidos. Outros, como Bolívia, Tailândia e Índia, proíbem algumas formas de transações financeiras com moedas que não são emitidas pelo governo.
Em ataques hackers, é comum que os criminosos solicitem pagamento em bitcoin para liberar, por exemplo, um sistema invadido. O motivo é que a compra e venda da moeda não é regulada e o nome dos investidores é sigiloso, o que dificulta a identificação dos suspeitos.

No Brasil, o bitcoin é regulado?

Não. Nem o Banco Central, nem a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentam aplicações em bitcoin.

O que diz o Banco Central do Brasil?

O Banco Central não recomenda o investimento em bitcoin. O presidente do BC brasileiro, Ilan Goldfajn, classifica o bitcoin como um investimento de alto risco e vê na moeda virtual indícios de bolha financeira.

É possível comprar algo com bitcoin?

Sim. Algumas empresas aceitam bitcoin como forma de pagamento. Apesar disso, sua aceitação ainda é restrita. O mais comum é trocar bitcoin por outras moedas em casas de câmbio e depois comprar o bem desejado usando dinheiro.


Bitcoin: veja perguntas e respostas sobre a moeda virtual

Moeda virtual foi criada em 2008 e atrai investidores em todo o mundo; investimento não é regulado por bancos centrais e é considerado aplicação de alto risco.

Por G1
Moeda virtual Bitcoin passa a valer US$ 10 mil
O bitcoin é a moeda virtual mais conhecida do mundo. Antes usada apenas por fãs de tecnologia, a criptomoeda passou a chamar a atenção de investidores comuns, que pouco entendem do funcionamento do bitcoin ou de aplicações financeiras mais arriscadas.
  Infográfico: Como funciona o bitcoin (Foto: Igor Estrella/G1)

Infográfico: Como funciona o bitcoin (Foto: Igor Estrella/G1)
Veja perguntas e respostas sobre a moeda virtual:

O que é bitcoin?

É uma moeda virtual criada em 2008 e a primeira a usar criptografia. Ao contrário das moedas físicas, como o real ou o dólar, o bitcoin não é emitido pelo Banco Central de nenhum país. O responsável por sua "criação" é um programa de computador central e complexo, que vamos explicar mais adiante.
Uma peculiaridade do bitcoin, é que todas as suas transações são públicas e podem ser checadas por qualquer um. O que é exibido, no entanto, são os números das carteiras virtuais envolvidas na transferência e quanto foi enviado.
A criptografia embaralha os dados para protegê-los e, no caso do bitcoin, é usada para manter as transações seguras e ocultas.

Moeda virtual, digital e criptomoeda são a mesma coisa?

Sim. Criptomoeda é o nome técnico empregado por conta do uso da criptografia. Já moeda virtual e/ou digital são sinônimos atribuídos porque a circulação dessa divisa ocorre apenas na internet. 

Como comprar?

Para comprar bitcoin, é preciso instalar um software no computador ou smartphone e seguir as instruções para criar seu par de chaves criptográficas. Esse processo é automático e muito simples. Isso gera um "endereço bitcoin", uma carteira digital que funciona como um número de conta corrente.
É possível adquirir moedas de duas formas: em casas de câmbio específicas ou sendo um “minerador”, alguém que participa das transações e é recompensado com novos bitcoins por isso.

Como é o sistema de compra e venda?

As transferências de bitcoin acontecem entre as carteira do comprador e do vendedor. A transação dura alguns minutos. Para ser efetivada, ocorre um processo complicado nos bastidores.
Todas as transações são reunidas em blocos. Cada bloco é ligado ao anterior por um elo, um código chamado "hash". Juntos, eles formam uma "corrente de blocos", ou "blockchain".
Os responsáveis por montar a "blockchain" são os chamados mineradores. Eles reúnem as transações que estão sendo incluídas na rede, mas ainda não foram colocadas em um bloco. Além disso, o minerador tem de calcular o "hash" certo para formar a ligação entre os blocos. Como os cálculos são bastante complexos, há um custo computacional bastante grande.
É por isso que computadores domésticos comuns não têm chance de competir com os mineradores profissionais, que fazem uso de supermáquinas para conseguir o maior número de tentativas no menor período de tempo.

O que ganham os mineradores?

Como recompensa por manter a rede funcionando, o minerador fica com uma certa quantia de bitcoin. Ele também ganha quando os envolvidos na transação querem que a transferência seja incluída logo no bloco. Para isso, têm de pagar uma taxa.

É seguro investir em bitcoin?

Bitcoin é considerado por especialistas em finanças um investimento de alto risco. A cotação da moeda oscila conforme a demanda por ela, em um sistema similar a uma ação na bolsa de valores. Nada garante que se você comprar um bitcoin ele valerá mais no futuro.

Bitcoin é ilegal?

As moedas virtuais ainda enfrentam questões em torno da sua regulamentação. Alguns países se mostram favoráveis ao seu uso, como Japão, Suíça Reino Unido e Estados Unidos. Outros, como Bolívia, Tailândia e Índia, proíbem algumas formas de transações financeiras com moedas que não são emitidas pelo governo.
Em ataques hackers, é comum que os criminosos solicitem pagamento em bitcoin para liberar, por exemplo, um sistema invadido. O motivo é que a compra e venda da moeda não é regulada e o nome dos investidores é sigiloso, o que dificulta a identificação dos suspeitos.

No Brasil, o bitcoin é regulado?

Não. Nem o Banco Central, nem a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentam aplicações em bitcoin.

O que diz o Banco Central do Brasil?

O Banco Central não recomenda o investimento em bitcoin. O presidente do BC brasileiro, Ilan Goldfajn, classifica o bitcoin como um investimento de alto risco e vê na moeda virtual indícios de bolha financeira.

É possível comprar algo com bitcoin?

Sim. Algumas empresas aceitam bitcoin como forma de pagamento. Apesar disso, sua aceitação ainda é restrita. O mais comum é trocar bitcoin por outras moedas em casas de câmbio e depois comprar o bem desejado usando dinheiro.
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comentários
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  • Lucas Mesquita
    há 2 meses
    Os bitcoins pra vcs pobres que investem uma merreca pode dar uma rentabilidade (pequena, não existe milagre e nem dinheiro fácil me desculpem a sinceridade) agr para investidores que estão compram em volume acentuado esses sim assumem o risco pois o bitcoin não tem lastro como outras moedas para os ignorantes isso significa que não tem garantias, exemplo oque garante o Real qual o seu lastro ? Todos ativos do país, a capacidade produtiva, o bitcoin tem a garantia de um software que é considerado uma aberração dentro da economia.
  • Edu
    há 2 meses
    Aprende a escrever primeiro ,seu jumento retardado parece que nasceu em São Paulo kkkk