segunda-feira, 15 de abril de 2013

drenagem linfática


Prepare a pele

"O ideal é fazer uma esfoliação corporal uma vez por semana", indica a dermatologista Daniela Landim, especialista em Medicina Estética. Antes de iniciar a drenagem, massageie a pele de forma circular e suave para ativar a circulação local. A dermatologista Miriam Sabino, de São Paulo, também recomenda se deitar e colocar apoio nas pernas (pode ser um travesseiro mais alto na altura dos tornozelos e panturrilha) para melhorar o retorno venoso. Fique nessa posição durante uns 15 minutos antes de iniciar a massagem. 
Tome um banho

Tome um banho

Miriam Sabino acha melhor fazer a massagem após o banho, que ativa a circulação e relaxa o corpo, tornando o procedimento mais prazeroso e eficaz. "Além disso, a água morna promove vasodilatação e facilita a penetração dos ativos do creme que você usar", acrescenta Daniela Landim. 
Objetos

Objetos

As mãos podem ser usadas para uma massagem clássica, mas as dermatologistas contam que o bambu também é ótimo para a drenagem feita em casa. Tem gente que prefere pincel, escova especial, esponja de banho e outros objetos. "Só evite usar objetos pontiagudos e lembre-se de que a drenagem não necessita ser vigorosa, e sim com suave pressão", afirma Miriam Sabino. 
Cremes

Cremes

"O uso de óleo de massagem ou creme ajuda no sentido do deslizamento das mãos e do objeto", conta a dermatologista Miriam. Além disso, ajuda a diminuir o atrito com os pelos, principalmente no caso dos homens. A fisioterapeuta e especialista em drenagem linfática do Centro de Qualidade de Vida (CQV) Luciene Martins recomenda cremes com princípios ativos que ajudam a melhorar a circulação e combater a celulite, como cafeína, guaraná, ginko biloba, cavalinha e centelha asiática. 
Regiões do corpo

Regiões do corpo

Você pode fazer a massagem de drenagem nos membros inferiores chegando até a virilha; nos membros superiores até as axilas; na região do tronco e na face. "Todas essas áreas apresentam gânglios linfáticos que, ao serem estimulados, aceleram o processo de drenagem e perda de excesso de líquido corporal que causa inchaço e edema", justifica a dermatologista Daniela. 
Movimentos

Movimentos

Atenção nessa hora: o movimento não precisa ser forte a ponto de machucar a sua pele. "Se você possui varizes, deve evitar ainda mais massagens vigorosas e movimentos bruscos, pois pode causar inflamação nas veias e formação de trombos", alerta a dermatologista Miriam. Faça movimentos circulares com o polegar na direção dos vasos linfáticos, ou seja, sempre com movimentos ascendentes. "Com a mão em forma de conchinha, faça também movimentos lentos e de leve compressão como se estivesse bombeando a pele", sugere Luciene Martins. Repita algumas vezes esses movimentos, entre cinco a dez vezes nas regiões dos corpos que apresentam gânglios linfáticos. 
Prefira fazer à noite

Prefira fazer à noite

Segundo Daniela, a drenagem no período vespertino ou noturno é mais adequada porque libera as toxinas e retira o líquido do corpo, ambos acumulados ao longo do dia. "Você pode até associar uma música suave para promover um relaxamento mental e melhorar a qualidade do sono", indica Miriam Sabino. 
Repita mais de uma vez por semana

Repita mais de uma vez por semana

Dependendo do caso, é possível até fazer todos os dias. "Mas você pode ver um resultado interessante se fizer a massagem de duas a três vezes por semana", conta a dermatologista Miriam. A médica sugere pedir auxílio de um profissional especializado para que você tenha mais garantias de que irá acertar nos movimentos. "É a pressão e a forma de movimentar durante a massagem que trarão o benefício esperado", diz.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Desequilíbrio da flora intestinal afeta digestão e sistema imunológico Entenda os sintomas de disbiose e como prevenir e tratar o problema

publicado em 17 de janeiro de 2013
A ingestão de alimentos refinados, ricos em gordura e açúcar ou então industrializados contribui para uma série de problemas: ganho de peso, resistência baixa, cansaço, pele opaca e um sério desequilíbrio da flora intestinal chamado disbiose. A boa notícia é que a solução pode estar em seu prato! Afinal, diz o ditado popular que você é aquilo que come. 
Uma pesquisa realizada no Reino Unido descobriu que, das doenças detectadas e diagnosticadas a cada ano, ao menos quatro são ocasionadas e relacionadas ao estilo de vida, como sedentarismo, má alimentação, obesidade, tabagismo e alcoolismo. Saber que quase metade das doenças - 45% nos homens e 40% nas mulheres - poderia ser prevenida faz com que alimentos saudáveis como frutas, cereais, peixes e legumes sejam colocados sob a mira do microscópio e estudados atentamente. 
Com isso, diversos estudos descobriram que substâncias encontradas nos vegetais verde-escuros, frutas, verduras, peixes, óleos vegetais e cereais ajudam a prevenir, tratar e evitar o desenvolvimento de certas doenças. No entanto, o organismo deve estar preparado para receber esses nutrientes, e qualquer dificuldade da digestão e absorção destes pode causar sérios prejuízos ao organismo. Entenda melhor como isso pode acontecer:

Como nosso corpo absorve as vitaminas

É no intestino, já no fim da digestão, que é feita a síntese de algumas vitaminas (vitamina K e vitaminas do complexo B), importantíssimas para o bom funcionamento de nosso corpo e para a produção de energia. O intestino possui dez vezes mais bactérias e cem vezes mais material genético do que o número total de células do organismo, com funções de extrema importância. Uma flora intestinal equilibrada é capaz melhorar não só a digestão, como também a regulação do nosso sistema imunológico.
Quando ocorre um desequilíbrio entre as bactérias do intestino, acontece um fenômeno denominado disbiose, que ocorre quando há um predomínio de micro-organismos maléficos sobre os benéficos no órgão. Entre as possíveis causas da disbiose estão uma alimentação desbalanceada e rica em carboidratos refinados, açúcares, gorduras saturadas e baixa ingestão de fibras; ingestão excessiva de agrotóxicos; automedicação e uso elevado de antibióticos, anti-inflamatórios e antiácidos; e uso abusivo do álcool e do cigarro. A disbiose é um problema complexo, com diversas manifestações que precisam ser acompanhadas para não comprometer a qualidade de vida.
A presença de sintomas como indigestão, distensão abdominal, flatulência, obstipação e diarreia, especialmente após as refeições, indicam a necessidade de ficar atento ao equilíbrio da flora intestinal. Um intestino desequilibrado não é capaz de absorver de forma controlada e seletiva medicamentos ou suplementos nutricionais. Por conta disso, é necessário diagnosticar e tratar problemas da flora intestinal adequadamente, para que nosso corpo possa aproveitar os benefícios de uma alimentação repleta de nutrientes.

Como prevenir e tratar a disbiose

Para reestabelecermos a saúde da flora intestinal é preciso promover mudanças reais no estilo de vida, diminuindo os fatores estressantes e incluindo em seu dia a dia uma dieta balanceada, com alimentos que promovem a saúde, como os chamados alimentos funcionais e os probióticos.

O que evitar?

  • Alimentos ricos em gordura
  • Alimentos industrializados
  • Alimentos refinados e ricos em açúcar
  • Uso indiscriminado de alguns medicamentos, como antibióticos e laxantes
  • Álcool
  • Tabagismo

No que investir?

- Legumes, verduras e frutas (frescas e orgânicas)
- Alimentos ricos em frutooligosacárides e inulina, encontrados nas fibras e cereais.
- Probióticos (alimentos enriquecidos com bactérias benéficas à flora intestinal, como iogurtes)
- Atividade física
- Aumento da ingestão de água 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

o que é inflação?

Claudio Adilson Gonçalvez *
Num país como o Brasil, que por muitas décadas experimentou as agruras de processos inflacionários crônicos, o título deste artigo pode parecer desprovido de sentido, ou talvez uma ironia ou uma brincadeira tola do autor. No entanto, não se trata de qualquer pilhéria. O tema que aqui se aborda é sério e suscita preocupações crescentes em relação à atual política econômica.

A maneira pela qual o governo vem tratando a questão inflacionária no Brasil deixa só duas interpretações possíveis: ou ele não sabe o que é inflação ou, se sabe, não está efetivamente empenhado em debelá-la, mas apenas em obter algum alívio temporário, com o menor custo político possível e de olhos fixos nas eleições de 2014.

Sem preocupação com rigor técnico, defino inflação como um processo generalizado e persistente de alta dos preços dos bens e serviços de uma economia. As palavras em itálico merecem atenção especial, dado que elas se referem exatamente às características que diferenciam um processo inflacionário de uma alta temporária dos preços causada, por exemplo, pela quebra da safra de uma determinada cultura em razão de problemas climáticos.

Do ponto de vista da teoria econômica, a questão inflacionária começou a ser analisada de forma quantitativa e focada a partir do célebre artigo do economista neozelandês Alban W. H. Phillips, publicado em 1958. Ao analisar estatisticamente dados para a economia britânica no período 1861/1957, ele observou a existência de uma relação regular entre a taxa de desemprego e a taxa de variação do salário nominal.

Dado que a taxa de inflação tenderia a ser aproximadamente igual ao crescimento do salário menos o da produtividade do trabalho, foi possível obter uma relação empírica entre desemprego e inflação. Isso foi formalizado mais claramente por Samuelson e Solow (em 1960), que repetiram o exercício de Phillips para a economia norte-americana. Desde então, a relação desemprego-inflação ficou conhecida como Curva de Phillips. Debatida, criticada, modificada e ampliada, ela exerceu (e ainda exerce) papel vital para o estudo e a compreensão dos processos inflacionários.

Posteriormente, Milton Friedman (1969) e Edmund Phelps (1968) mostraram que a possibilidade, implícita na Curva de Phillips, de trocar um pouco mais de inflação por um pouco menos de desemprego só é possível no curto prazo. No longo prazo, tal escolha simplesmente não existe.

Durante a década de 70, principalmente em função das crises do petróleo, a economia mundial se defrontou com um fenômeno até então pouco conhecido: a elevação de inflação com concomitante alta do desemprego. Essa situação, apelidada de estagflação, parecia ter varrido a Curva de Phillips da teoria econômica.

Mas não foi isso o que ocorreu. Passou-se a analisar melhor o conceito de choque de oferta, bem como o importante papel das expectativas na determinação da taxa efetiva de inflação. Com isso, em vez de desaparecer, a Curva de Phillips foi modificada e ampliada para incorporar esses novos conceitos.

Atualmente, os bancos centrais, inclusive o brasileiro, utilizam uma mescla dessas importantes contribuições teóricas para nortear a política monetária. Dito de uma maneira simples, simulam a inflação como decorrência do excesso de demanda em relação à oferta de bens e serviços na economia.

Do lado da demanda, as principais variáveis explicativas são a taxa real de juros e a política fiscal, representada no Brasil pelo superávit primário do governo. Já a oferta é modelada na forma de uma Curva de Phillips ampliada, onde entram o grau de utilização dos recursos produtivos, trabalho e capital (em economês, "hiato do produto"), a expectativa de inflação dos agentes econômicos, a inflação passada, na medida em que ela influencia principalmente via contratos a inflação futura (no jargão econômico, "inércia"), a inflação importada (taxa de câmbio e índices internacionais de preços) e choques de oferta. Tudo isso se aplica aos chamados preços livres. Para os preços administrados (tarifas de água e esgoto, energia elétrica, comunicações, transportes urbanos, combustíveis, medicamentos e planos de saúde), são feitas simulações com base nas informações disponíveis para cada setor.

Assim, como mostram sólidas evidências estatísticas, embora no longo prazo inflação baixa favoreça o crescimento econômico - e não o contrário -, o seu combate, no curto prazo, não pode ser feito sem certo custo em termos de aumento temporário do desemprego. Esse custo pode ser minimizado dando-se ênfase à disciplina fiscal, mais do que ao aperto monetário.

Ao adotar desonerações tributárias para setores escolhidos visando a controlar a inflação, o governo comete uma série de equívocos. Em primeiro lugar, exceto para preços administrados ou para setores muito visíveis (automotivo, por exemplo), não há como saber quanto da desoneração será repassada ao consumidor. Em segundo lugar, mesmo que tais desonerações resultem em reduções de preços, elas provocarão apenas alívio temporário. Cessado o efeito, a inflação retomará seu curso, ditado pelo desequilíbrio macroeconômico que a gerou. É aqui que o governo parece desconhecer o que é inflação (aumento generalizado e persistente dos preços) e suas causas, conforme discutido nestas linhas.

Tal estratégia, contudo, não é somente ineficaz. Ela acarreta enormes custos para a sociedade. Significa distorção na alocação eficiente de recursos. A renúncia de receita tributária acaba beneficiando os setores menos eficientes (com menor crescimento de produtividade e mais ávidos por reajustes de preços). Em vez disso, tais recursos poderiam ser usados alternativamente para reduzir de forma geral a carga tributária, para pagar parte da dívida pública ou serem investidos em saúde, educação, desenvolvimento tecnológico e melhoria da precária infraestrutura do País.

* Claudio Adilson Gonçalvez é economista e diretor-presidente da MCM Consultores. Foi consultor do Banco Mundial, subsecretário do Tesouro Nacional e chefe da assessoria econômica do Ministério da Fazenda.

sábado, 6 de abril de 2013

forma mais prática de compartilhar pasta no dropbox

Conheça uma forma mais prática de compartilhar uma pasta no Dropbox

Lincoln Spector, PCWorld EUA
04-04-2013
Compartilhamento via link permite o acesso a arquivos a partir de qualquer navegador, mesmo que seus convidados não tenham uma conta no Dropbox.
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Quase todo mundo que usa o Dropbox sabe que é possível compartilhar arquivos e pastas com ele. Ainda assim uma boa parte destes usuários, talvez a maioria, faz isso da forma errada. Não consigo contar quantas vezes ouvi alguém afirmar, erroneamente, que é necessário ter uma conta no Dropbox para acessar arquivos compartilhados.
Não é verdade. A não ser que você queira dar à outra pessoa a habilidade de modificar os itens compartilhados (ou seja, sobrescrever arquivos, adicionar ou excluir arquivos de uma pasta) ela não precisa de uma conta no Dropbox. Para acessá-los basta um navegador e uma conexão à internet.
O Dropbox oferece duas formas de compartilhamento: o compartilhamento normal e o através de um link. A primeira é a mais conhecida, mas em muitos casos o link faz mais sentido. Quando você convida alguém a compartilhar uma pasta e o convite é aceito, todo o conteúdo da pasta é copiado para a pasta Dropbox do convidado. Quando qualquer um de vocês altera o conteúdo da pasta, as mudanças são sincronizadas em ambas as contas.
Mas isso exige que ambas as partes tenham uma conta no Dropbox. E uma conta gratuita pode não ser o suficiente se a pasta que você está compartilhando tem muitos arquivos grandes. Um parente recementemente compartilhou comigo uma pasta que tinha quase 2 GB de dados. Seria o suficiente pra quase lotar uma conta grátis.
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Obter um link para compartilhar uma pasta ou arquivo é fácil
É por isso que, na maioria dos casos, eu prefiro compartilhar um link. Isso torna seus arquivos acessíveis na web para qualquer pessoa que tenha a URL. Tudo o ela precisa fazer para acessar e baixar seus arquivos é clicar no link.
Aliás, estes links compartilhados se tornaram minha forma favorita de compartilhar fotos com amigos e parentes. A página tem amostras grandes de cada imagem, e basta um duplo-clique para vê-la em tela cheia e iniciar uma apresentação.
Para obter um link, clique com o botão direito do mouse na pasta ou arquivo que você quer compartilhar e escolha a opção Compartilhar Link no menu. Uma nova página surgirá em seu navegador, onde você pode indicar os endereços de e-mail das pessoas com quem quer compartilhar e escrever uma curta mensagem. Eu pulo esse passo, simplesmente clico em Copiar Link e uso meu programa de e-mail para compor um “convite” manualmente.
Essa solução não é universal. Se você está trabalhando em um projeto onde outras pessoas precisam modificar os arquivos, o compartilhamento convencional é a melhor opção. E como os links de compartilhamento são livremente acessíveis pela Web, sem qualquer forma de controle de acesso ou criptografia, tenha cuidado com o que compartilha!

AMS MATÉRIA ESCURA

Em busca de matéria escura, AMS encontra excesso de antimatéria

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/04/2013
Espectrômetro Magnético Alfa encontra excesso de antimatéria no espaço
Um dos objetivos do AMS (Espectrômetro Magnético Alfa) é localizar galáxias de antimatéria. [Imagem: MIT]
LHC do espaço
A equipe responsável pelo Espectrômetro Magnético Alfa (AMS-2 - Alpha Magnetic Spectrometer-2) divulgou os primeiros resultados em sua busca por antimatéria e por explicações para a matéria escura.
O AMS-2, também conhecido como "LHC do espaço", é um observatório que custou US$2 bilhões e que está instalado na Estação Espacial Internacional desde Maio de 2011.
Sua principal função é rastrear os raios cósmicos - partículas de alta energia - antes que eles interajam com a atmosfera terrestre, em busca de explicações sobre a matéria escura.
Veja mais detalhes sobre o funcionamento e os objetivos do AMS-2:
Origens da matéria escura
A matéria escura é uma substância hipotética, que não pode ser detectada diretamente, mas que os cientistas afirmam estar por todos os lados devido ao efeito gravitacional que ela exerce.
Por exemplo, as galáxias não poderiam girar na velocidade com que giram sem essa gravidade extra porque arremessariam estrelas para todos os lados se dependessem apenas da gravidade de suas estrelas, planetas, buracos negros e demais corpos celestes feitos de matéria comum, ou bariônica.
Ao contar o número de elétrons e seus equivalentes de antimatéria, os pósitrons, o AMS-2 está tentando obter medições indiretas das propriedades dessa matéria escura - uma das teorias diz que a matéria escura é formada por uma partícula hipotética chamada WIMP (Weakly Interacting Massive Particles, partículas maciças fracamente interativas), que se chocariam umas com as outras formando pares elétrons-pósitrons.
Espectrômetro Magnético Alfa encontra excesso de antimatéria no espaço
O AMS-02 não trouxe novidades em relação a experimentos anteriores, como o PAMELA e o Fermi - apenas a precisão dos dados aumentou. [Imagem: M. Aguilar et al.]
Os primeiros resultados revelaram que o observatório detectou mais antimatéria do que matéria, ou seja, uma quantidade maior de pósitrons do que de elétrons - um resultado que não traz surpresas, apenas aumentando a precisão de experimentos anteriores.
Segundo os cientistas, os dados ainda não são suficientes para determinar se esse excesso é devido à matéria escura, porque as teorias indicam que, se fosse, deveria ser observado um pico e uma queda repentina na contagem de pósitrons em diversos níveis de energia - e isso não foi detectado.
O que conta a favor da teoria é que os pósitrons detectados pelo AMS veem de todos os lados, o que parece descartar a hipótese de que eles se originem em fontes mais comuns, como pulsares, que estariam situados no plano da galáxia.
Os resultados divulgados hoje são baseados em 25 bilhões de eventos detectados pelos instrumentos do espectrômetro durante um ano e meio.
Desses, 6,8 milhões são elétrons e pósitrons. Ocorre que, quando se olha para a matéria (elétrons) e para a antimatéria (pósitrons) separadamente, há 400.000 pósitrons a mais.
As partículas foram detectadas com energias entre 0,5 GeV e 350 GeV (giga-eletron-volts). Os pósitrons aparecem com um excesso de 5% a partir dos 10 GeV, chegando a 15% aos 250 GeV.
Da mesma forma que acontece com o LHC da terra, o LHC do espaço precisará de mais eventos e de mais medições, já que, quanto maior o número de detecções, melhores e mais confiáveis são os resultados.
Espectrômetro Magnético Alfa encontra excesso de antimatéria no espaço
Recentemente, astrônomos encontraram fios de matéria escura formando uma espécie de teia cósmica. [Imagem: Dietrich et al./Nature]
Supersimetria
Na verdade, os cientistas já haviam detectado um excesso de antimatéria em relação à matéria nos anos 1990. O problema é que ninguém sabe explicar esse excesso.
Uma das teorias, chamada supersimetria, propõe que os pósitrons sejam produzidos quando duas partículas de matéria escura colidem entre si e se aniquilam.
Assumindo que a matéria escura está homogeneamente distribuída por todo o Universo, então os dados coletados até agora pelo AMS dão suporte à teoria.
O problema é que a supersimetria acaba de ser questionada pelo mais preciso mapa da radiação cósmica de fundo, divulgada há poucos dias pela equipe do telescópio Planck, que detectou zonas frias que desautorizam a suposição de uma distribuição isotrópica.
A supersimetria também prevê um pico de pósitrons, seguido por uma queda repentina, o que não foi ainda observado pelo AMS.
"Quando você coloca um instrumento de precisão em um novo regime de operação, você tende a ver muitos novos resultados, e esperamos que estes sejam apenas os primeiros de muitos [resultados]," disse Samuel Ting, chefe da equipe, acrescentando que estes primeiros resultados podem ser uma indicação da matéria escura, mas de forma nenhuma uma prova de sua existência ou da teoria que tenta explicá-la.
"O AMS é o primeiro experimento a medir [raios cósmicos] no espaço com uma precisão de 1%. É esse nível de precisão que nos permitirá dizer se os pósitrons que observamos se originam da matéria escura ou de pulsares," concluiu.
Espectrômetro Magnético Alfa encontra excesso de antimatéria no espaço
A busca por explicações sobre a antimatéria está sendo feita também no solo. [Imagem: Star Colaboration]
A próxima rodada de resultados do AMS deverá ser anunciada no Rio Janeiro, no próximo mês de Julho, durante o evento International Cosmic Ray Conference.
Procurando pela matéria escura
Existem experimentos também em terra procurando pelas WIMPs e pela matéria escura.
O experimento XENON100, na Itália, não encontrou sinais das hipotéticas partículas, mas outras equipes esperam detectar as WIMPs no fundo de uma mina subterrânea.

AMS 02

Ônibus espacial leva caçador de anti-universo para o espaço

Marc-Andre Miserez, da Swissinfo - 29/04/2011
Endeavour levará ao espaço um caçador de anti-universo
AMS-02 - Espectrômetro Magnético Alfa, um detector de partículas cósmicas cujo principal objetivo é encontrar indícios da antimatéria.[Imagem: MIT]
Quando o ônibus espacial Endeavour decolar para sua última viagem, ele estará levando ao espaço um dos experimentos científicos mais esperados de todos os tempos.
O Espectrômetro Magnético Alfa - ou AMS (Alpha Magnetic Spectrometer) vai tentar descobrir se a antimatéria e a matéria escura se escondem perto da Terra.
O observatório vai verificar sistematicamente os raios cósmicos em busca do anti-universo, um universo formado por antimatéria, antimatéria esta que deveria ter sido criada pelo Big Bang na mesma proporção que a matéria ordinária.
Detector de antimatéria
Com nada menos do que 16 nacionalidades, o detector de antimatéria chama-se na verdade AMS-02 - o que indica que este é o segundo de sua espécie.
Já em 1998, o AMS-01, que foi embarcado na última viagem do ônibus espacial Discovery à estação russa Mir, fornecia em apenas nove dias uma porção de dados sobre as partículas que constituem os raios cósmicos, que bombardeiam constantemente a Terra vindo do espaço interestelar.
O objetivo na época era mostrar principalmente que o aparelho era capaz de resistir às difíceis condições do lançamento e da viagem no espaço.
O AMS-02 deve operar dez anos ou mais. Os cientistas o chamam de "Telescópio Hubble dos raios cósmicos".
Para detectar esses raios, oriundos do Sol, mas também de estrelas próximas ou de explosões de supernovas das profundezas do Universo, precisamos nos livrar do filtro constituído pela atmosfera terrestre. A 300 quilômetros da terra firme, a Estação Espacial Internacional, que gira mais de 15 vezes em torno da Terra em 24 horas, é o ponto ideal de instalação.
O coração do AMS é um grande ímã cilíndrico, com um furo no seu centro, uma espécie de donut  gigante, que será usado para separar as partículas de raios cósmicos pela sua carga elétrica. Uma série de sensores ligados a mais de 600 computadores de bordo fará a análise dos dados.
Antipartículas
"Vamos poder fazer um mapeamento completo da radiação da Terra: composição química, variações temporais, variações espaciais... em 100 anos que conhecemos os raios cósmicos, esta é a primeira vez que teremos tantos dados sobre o fenômeno," entusiasma-se Martin Pohl, membro da direção do projeto AMS-02 e responsável da área de física da Universidade de Genebra, na Suíça, que desempenhou um papel central na concepção e na construção do detector de trajetórias de partículas.
Além das partículas-padrão, o espectrômetro deve também capturar antiprótons e pósitrons, os componentes básicos da antimatéria.
O AMS-01 já havia encontrado esses componentes, mas em quantidades tão pequenas que podiam muito bem ter sido gerados ao longo dos 13 bilhões de anos da história do Universo, por meio da colisão de partículas. Neste caso, eles não têm praticamente nenhuma chance de se unir para formar átomos.
Endeavour levará ao espaço um caçador de anti-universo
O Espectrômetro Magnético Alfa instalado no compartimento de carga do ônibus espacial Endeavour. [Imagem: Michele Famiglietti/AMS-02 Collaboration]
Antiestrelas
No entanto, o que interessa aos físicos é a antimatéria original, a do início dos tempos. E normalmente ela deve ser encontrada na forma de átomos, pelo menos um dos dois elementos químicos mais simples: o hidrogênio e o hélio.
"O AMS-01 não encontrou nenhum anti-hélio em um milhão de átomos. Se o AMS-02 não encontrar nada em um bilhão, teremos que parar nossa busca," explica Martin Pohl. "Mas se a gente achar alguma coisa, isto significa que há pequenos bolsões de antimatéria que sobreviveram ao Big Bang".
E se, além disso, os detectores descobrirem átomos mais pesados, como o do anticarbono, e sabendo que esses itens só podem ser forjados no centro das estrelas, isso significaria que existem, em algum lugar, antiestrelas. Uma hipótese que o físico acha "ainda mais fascinante ... e muito mais improvável".
Mais forte do que o LHC
Quanto à matéria escura, se o componente de base dela for uma partícula, o AMS-02 vai acabar encontrando-a. Eventualmente junto com outras esquisitices, como estados ainda desconhecidos da matéria.
Na verdade, este espectrômetro espacial é perfeitamente complementar ao LHC, o enorme acelerador de partículas do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear).
No Grande Colisor de Hádrons, são recriadas partículas - no espaço elas são observadas em seu ambiente natural. Com a vantagem notável de que, no espaço, as partículas atingem energias ainda fora do alcance do maior acelerador construído na Terra.
O CERN está, portanto, profundamente associado ao projeto. Ele realizou os testes dos detectores do AMS-02 e irá processar os dados transmitidos do espaço enquanto espera acolher, em um novo edifício, o centro de controle do experimento.
Dedos cruzados
Tudo isso, é claro, desde que dê tudo certo com o lançamento e a acoplagem na Estação Espacial Internacional, onde o AMS-02 ficará instalado, como se fosse mais um módulo.
O AMS-02 faz parte da carga do ônibus espacial Endeavour, que fará seu último voo na tarde desta sexta-feira.
Enquanto o Discovery já está a caminho do museu, só fica faltando no programa uma missão do Atlantis. Depois disso, na pendência das futuras naves americanas, só as naves russas Soyuz continuarão servindo de táxi para os passageiros da Estação Espacial.
As cargas, por sua vez poderão ser levadas pelas naves automáticas europeia e japonesa.
Endeavour levará ao espaço um caçador de anti-universo
Concepção artística do AMS já instalado na Estação Espacial Internacional. [Imagem: NASA]
Antimatéria
A antimatéria é a matéria com carga elétrica invertida.
Os átomos são feitos de prótons (+) e elétrons (-), enquanto os antiátomos são feitos de antiprótons (-) e de elétrons positivos ou pósitrons (+).
Colocadas na presença uma da outra, uma partícula e sua antipartícula se aniquilam, gerando alta energia.
Big Bang
O Big Bang, ao contrário, foi a criação gigantesca de matéria da energia, que produziu quantidades iguais de matéria e antimatéria.
Mas essas partículas não se aniquilaram todas mutuamente (caso contrário, nada existiria) e a antimatéria parece ter desaparecido quase por completo, antes mesmo de ter tempo de se organizar em átomos.
O mecanismo pelo qual a natureza tenha manifestado essa "preferência pela matéria" permanece desconhecido.
Matéria escura
Ao observar as galáxias, vemos que elas giram bem mais rápido do que deveriam de acordo com a massa visível e as leis da gravidade.
Parte da massa delas é formada por algo que não reflete a luz. Trata-se mais provavelmente de partículas ainda desconhecidas.
Hoje estima-se que a matéria visível só forma cerca de 4% da massa do universo. O resto é matéria e energia escura.
Energia escura
É a força que faz que, ao invés de frear, o movimento do Universo se acelere.
É uma espécie de antigravidade, sobre a qual a ciência ainda não tem nenhuma teoria convincente.
No entanto, ela não pertence às áreas de pesquisa do AMS 02.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

bookmarks 2

Backup and restore

Manual backup

  1. Click the Bookmarks button Bookmarks button win 2 on the right side of the navigation toolbar and select Show All Bookmarks to open the Library window.
  2. In the Library window, click the Import and Backup button and then select Backup....

    ff17bcklib
  3. In the Bookmarks backup filename window that opens, choose a location to save the file, which is named bookmarks-"date".json by default. The desktop is usually a good spot, but any place that is easy to remember will work.
  4. Save the bookmarks json file. The Bookmarks backup filename window will close and you can close the Library window.

Restoring from backups

Caution: Restoring bookmarks from a backup will overwrite your current set of bookmarks with the ones in the backup file.
  1. Click the Bookmarks button Bookmarks button win 2 on the right side of the navigation toolbar and select Show All Bookmarks to open the Library window.
  2. In the Library window, click the Import and Backup button and then select Restore.

    ff17bcklib2
  3. Select the backup from which you want to restore:
    • The dated entries are automatic backups.
    • Choose File... lets you restore from a manual backup (see above).
  4. After choosing a backup, your bookmarks from that file will be restored. Close the Library window.

Moving bookmarks to another computer

Using Firefox Sync

You can use Firefox Sync to move your bookmarks from one computer to another.
Note: Firefox Sync continuously updates itself as you change bookmarks, so it does not provide a true backup service, nor is it intended to be used as one.
Firefox Sync is the best way to keep your bookmarks (and other profile data) synchronized between all of the computers you use. See Firefox Sync - Take your bookmarks, tabs and personal information with you for more information and Share bookmarks, tabs and more with your other computers for instructions on setting it up.

Using a bookmark backup file

You can also use a bookmark backup file from one computer and restore it on another computer. This is useful if you can't Sync the two computers, for some reason.
The bookmark backup file can either be a manual backup (see above) or one of the automatic dated backups located inside the Firefox profile folder bookmarkbackups folder. Place the bookmark backup file on your transfer media (e.g. a Flash drive) and copy it to the desktop (or any location) of the other computer. You can then restore the backup from the Firefox Library window, using the Choose File... option, as described in the Restoring from backups section above.
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bookmarks 1

Export Firefox bookmarks to an HTML file to back up or transfer bookmarks

This article explains how to export your bookmarks to an HTML file, which can be used as a backup or for importing into another web browser.


  1. Click the Bookmarks button Bookmarks button win 2 on the right side of the navigation toolbar and select Show All Bookmarks to open the Library window.
  2. From the toolbar on the Library window, click Import and Backup and choose Export Bookmarks to HTML....
    Exporting HTML Bookmarks - Win fx7
  3. In the Export Bookmarks File window that opens, choose a location to save the file, which is named bookmarks.html by default. The desktop is usually a good spot, but any place that is easy to remember will work.
  4. Click the Save button. The Export Bookmarks File window will close.
  5. Close the Library window.
Your bookmarks are now successfully exported from Firefox. The bookmarks HTML file you saved is now ready to be imported into another web browser.
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