segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O centro e a periferia de nós mesmos


O centro e a periferia de nós mesmos


Carlos Ayres Britto*
22 Novembro 2015 | 03h 00
“Vá para dentro, vá para dentro” é a principal exortação que se lê nos Upanishads, que são as mais antigas escrituras sagradas dos hindus. Exortação, a seu turno, que penso traduzida melhor como um “vá para o centro, vá para o centro”. Vá para o centro de você mesmo, e não para os lados periféricos da sua individualidade. Vá para o centro porque somente assim o indivíduo pode caminhar de fim para fim e de topo para topo de sua própria existência. Que já corresponde à trajetória de quem ascende ao patamar da sua consciência. Logo, o ansiado centro do indivíduo não é senão o ver e fazer as coisas a partir da própria consciência. Ver e praticar a vida pelo mais alto prisma da interioridade humana, cujo nome é consciência. Com o que passam a coincidir o mais focado ponto de centralidade individual e o mais elevado espaço da caminhada de cada ser humano na direção de si mesmo: sua consciência.
Claro que esse ir para o centro é também o mais firme ponto de equilíbrio do indivíduo. A dança da sua própria unidade. O hábitat da sua harmonia interior. “Deus está na harmonia das coisas”, disse Espinoza, no que foi acompanhado por Einstein. E é de supor que cientistas, artistas e místicos também estejam nesse necessário e sólido estado de harmonia interior, quando da irrupção dos seus insights, inspirações e revelações, respectivamente (penso que o insight está para o cientista assim como a inspiração está para o artista e a revelação está para o místico). Harmonia individual que certamente contribui para a coesão social e a sustentabilidade ecológica do planeta, pois não é crível que ela, harmonia interior, não tenda à irradiação para tudo que lhe sirva de entorno. Explico.
Explico tal propensão à elasticidade da harmonia interior, mas a partir da seguinte pergunta: quem tem mais chances de morar nessa radiosa casa que é ela mesma, harmonia interior? Harmonia interior ou paz consigo mesmo? Paz que também passa a prevalecer entre o indivíduo e seu travesseiro, para o mais reparador dos sonos? Resposta: quem mantém a sua autoestima no ponto. E mantém a sua autoestima no ponto por se dar ao respeito. Por se dar ao respeito em duas coisas principais: 1) Só desfrutar vantagens tão legais quanto intrinsecamente justas; e 2) fazer da prática da honestidade o primeiro e mais fácil dever para consigo próprio, sua família, seus amigos, sua profissão, seu país, seu planeta, o universo, a vida. Ou ainda um dar-se ao respeito perante sua confissão religiosa, para os que a têm. Perante seu Deus, por consequência.
Esses dois modos especiais de se dar ao respeito ou de ter orgulho de si mesmo são meritórios por definição. Intrinsecamente meritórios, portanto. Mas ainda se revelam como as opções mais inteligentes de vida. Duas convergentes opções que levam o indivíduo a não temer, por exemplo, as instituições mais temidas por quem segue o caminho oposto: a polícia, o Ministério Público, o Poder Judiciário, os tribunais de contas, a imprensa. O ético a dar as mãos à inteligência para encher de justo orgulho os que vivem no centro de si mesmos. Os que veem e decidem tudo pelo prisma de sua consciência (de cujo píncaro o visual das coisas se alarga, aprofunda e aclara). Os que experimentam a bem-aventurança de uma harmonia interior que, de tão exuberante, plenificante mesmo, tem de transbordar para os lados da coesão social e do meio ambiente em bases sustentáveis. Como anteriormente dito.
Dou conta de um fato. Um fato a que bem assentaria o nome de A parábola das garças. É o seguinte: morava eu em Aracaju, no alto de um edifício que ficava em frente a um belo e encorpado manguezal. Ao pôr do sol, bandos de garças retornavam para o seu merecido sono ao pé das retorcidas e enlameadas árvores do mangue. Ao rés das árvores e do chão sempre lodoso daquele ambiente que lhes servia de ninhal. Não pousavam elas, as garças, precipitada ou atabalhoadamente. Não! O seu pouso era estudado. Prudente. Cuidadoso. Delicado, em suma, à moda de reconhecimento do terreno ou assim como quem ensaia passos de dança antes do definitivo pouso. Era uma chegada coreográfica. No dia seguinte, manhãzinha, elas empreendiam voo em direção a outras paragens, uma após outra. Mas essa decolagem também era cuidadosa e eu as via passando bem rente à varanda do meu apartamento. Prestava muita atenção. Nenhuma delas exibia a menor mancha de lama no alvor das respectivas penas. Eu deduzia, então, que o pouso e a decolagem tão cuidadosos tinham uma razão de ser. Eles eram mais que um pouso e decolagem assépticos. Eram éticos. Eram a diária lição de que é possível conviver em determinados ambientes que não são flor que se cheire – permito-me a metáfora –, mas sem se deixar contaminar por nenhum modo. As garças de Aracaju passavam pelo meu prédio com a serenidade e o equilíbrio típicos dos que vivem no centro de si mesmos. Com sua autoestima no ponto. Orgulhosas do seu próprio exemplo. Quem sabe não sejam elas as inspiradoras do ditado de que “mais vale um grama de exemplos do que uma tonelada de palavras”? Quem sabe não queiram lembrar aos partidos e políticos brasileiros que a palavra “candidato” vem de “cândido”, no sentido moral? Cândido ou puro ou limpo, eticamente, do mesmo jeito que o substantivo “candidatura” vem de “candura”? Candura ou pureza ou limpeza em idêntico sentido moral? Benditas garças! Que prossigam a se olhar no espelho dos Rios Sergipe e Poxim sem jamais corar de vergonha.
Recorro a um político para terminar estes escritos. Thomas Jefferson. Ele foi por oito anos presidente dos Estados Unidos da América (de 1801 a 1809) e se despediu do poder com a célebre enunciação de que “a arte de governar consiste exclusivamente no dever de ser honesto”.
Era um homem centrado. Tudo que ver com o princípio da moralidade que se lê na cabeça do artigo 37 da Constituição brasileira. Basta cumprir.
*CARLOS AYRES BRITTO É EX-PRESIDENTE DO STF

terça-feira, 17 de novembro de 2015

whatsapp - como burlar check azul do ...

Como burlar check azul do WhatsApp


Como burlar check azul do WhatsApp
O double check azul do WhatsApp são aqueles dois vistos azuis que aparecem ao lado da mensagem enviada, eles são a indicação que a mensagem já foi lida. Mas de certeza que já aconteceu você não querer que a outra pessoa saiba que já viu a mensagem e não lhe respondeu. Para evitar conflitos, existe uma forma de enganar o WhatsApp para que você consiga visualizar a mensagem mas que não apareça o double check azul. Além disso, para quem tiver o mais recente iPhone conseguirá burlar o check azul com a ajuda da tecnologia 3D Touch. Continue lendo este artigo de umComo e aprenda como burlar check azul do WhatsApp.
Imagem: pandasecurity.com
Instruções
  1. Android
    A forma de você burlar o check azul do WhatsApp consiste apenas em ler a mensagem, sem que esteja com o Wi-Fi ligado ou com a conexão de dados ativa. Para isso, você deverá colocar o celular em Modo Avião, ler tudo no WhatsApp e, depois desativar o Modo Avião. Ativar o Modo Avião no Android é muito simples, deverá simplesmente arrastar o dedo de cima para baixo para acessar às opções do painel de notificações.
    Depois basta clicar no ícone do Modo Avião para o ativar. Uma vez que o seu smartphone já esteja em Modo Avião, abra o WhatsApp e leia a mensagem. Desta forma, a pessoa que lhe enviou a mensagem nunca saberá que você já a visualizou.
    Aproveite e confira também Como desativar o double check azul do WhatsApp.
  2. iOS
    O truque no iOS para burlar o check azul do WhatsApp consiste basicamente no mesmo, em ativar o Modo Avião. Para isso, deverá arrastar o dedo de baixo para cima de forma a abrir a Central de Controle. Procure o ícone do Modo Avião e clique nele para o ativar. Você também poderá ativar o Modo Avião no iOS indo a Ajustes e ativando a opção.
    Agora é só abrir o WhatsApp e ler a mensagem sem que a outra pessoa seja avisada. Lembre-se que depois de ler a mensagem, deverá desativar a opção Modo Avião.
    Confira também o nosso artigo sobre Como tirar o double check azul do WhatsApp no iPhone.
  3. Windows Phone
    No Windows Phone você deverá fazer o mesmo procedimento, ou seja, ativar o Modo Avião. Para isso, arraste o dedo de cima para baixo de forma a acessar à central de notificações. Toque no ícone do Modo Avião para o ativar. Depois é só entrar no WhatsApp e ler a mensagem sem que a outra pessoa saiba que você já a leu.
  4. iPhone 6S e iPhone 6S Plus
    Quem possuir os novos iPhone 6S e iPhone 6S Plus, poderá conseguir exibir uma prévia da conversa no WhatsApp, sem ser necessário burlar ativando o Modo Avião. Para ter acesso a este novo recurso do WhatsApp, terá que procurar pela atualização mais recente do app e fazer a atualização.
    Este novo recurso recebeu o nome de "Peek and Pop" e ele funciona graças à tecnologia 3D Touch dos novos iPhone, que permitem exibir uma prévia da conversa antes de a abrir por completo no WhatsApp.
    Depois de realizada a atualização do WhatsApp, basta abrir o aplicativo e pressionar com um pouco de força sobre a mensagem selecionada. A mensagem será aberta como um pop-up e a outra pessoa não saberá que você já a leu. Se você deslizar a tela para cima, poderá encontrar um pequeno menu com algumas opções como marcar a mensagem como não lida, arquivar, silenciar ou apagar conversa. Caso você queira abrir a mensagem normalmente e de maneira a que o check azul fique ativado, basta fazer um pouco mais de pressão sobre a mensagem.
    Imagem: idownloadblog.com

whatsapp - como recuperar mensagens apagadas no ...



Como recuperar mensagens apagadas do WhatsApp


O Whatsapp é o aplicativo mais utilizado para enviar mensagens instantâneas e faz um backup automático das suas mensagens todas as noites. Se você apagou alguma conversação ou mensagem por engano e quer tê-la de volta, não se preocupe que existe uma solução. Neste artigo, o umComo ensina-lhe a como recuperar mensagens apagadas no Whatsapp. Continue lendo este artigo para saber mais.
imagem: blog.npibrasil.com
Instruções
  1. O Whatsapp faz backups a cada 24 horas automaticamente no seu celular e armazena os dados no microSD do dispositivo Android. Assim, todas as suas mensagens estão no histórico do seu cartão e se fizer delete em alguma mensagem pode muito bem ser recuperável.
    Nota: este processo destina-se a dispositivos Android, para iOS o processo é semelhante no entanto a localização não será no microSD.
  2. Em primeiro lugar você terá de desinstalar o aplicativo pressionando durante alguns segundos em cima do ícon e deslizar para a opção desinstalar e aguarde até que o processo esteja concluído.
    Volte a descarregar o app na Google Play Store e instale novamente. Ao instalar o app irá aparecer uma mensagem a sugerir a restauração, e aí você escolhe a opção Recuperar e aguarde até a instalação estar concluída.
    Desta forma o Whatsapp irá restaurar as suas conversas das últimas 24 horas, se a mensagem tem mais tempo então siga os próximos passos.
    Nota: se não escolher a opção Recuperar o aplicativo irá ser instalado e irão ser formatados todos os dados gravados das suas conversas e não será possível recuperar a mensagem apagada.
  3. Para recuperar mensagens apagadas há mais de 24 horas terá que desinstalar o Whatsapp, como viu no ponto 1, e descarregar o app Clean File Manager que pode baixar na loja.
    Depois de descarregado e instalado, abra-o e selecione Memória do Sistema ou Memória interna > clique em WhatsApp > escolha a opção Databases.
    imagem: droidhorizon.com
  4. Os arquivos que estão na pasta correspondem ao histórico das suas conversas e têm no seu nome datas correspondestes às mesmas. Então você terá que alterar o nome destes ficheiros. Clica durante algum tempo neles e apague apenas a parte correspondente à data.
    Desta forma o Whatsapp irá reconhecer aquelas conversas como sendo as mais recentes e quando voltar a obter o aplicativo, estas conversas irão aparecer em primeiro lugar.
    Nota: apague apenas a parte da data, senão irá dar erro no app
  5. Por fim, volte a descarregar o aplicativo Whatsapp e instale, mas não se esqueça de voltar a escolher a opção Recuperar. Abra-o e procure qual a conversa ou mensagem que pretende ver.
  6. Se gostou deste artigo de umComo, recomendamos a leitura dos seguintes:
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

As várias 'internets'

ovembro 2015 | 03h 00   -  Renato Cruz
Há quatro anos, entrevistei John O’Farrell, sócio da Andreessen Horowitz, uma das principais empresas de investimentos da internet, em seu escritório na Sand Hill Road, em Menlo Park. Perguntei a ele por quê, se o mundo está cada vez mais conectado, ainda era importante estar no Vale do Silício. 
O’Farrell respondeu: “Porque temos uma rede de relacionamentos muito forte aqui. Para qualquer empreendedor do Vale do Silício que venha até nós procurando investimento, conhecemos ou conseguimos encontrar, muito rapidamente, pessoas que trabalharam com ele no passado, muitas referências”.
Lembrei dessa história ao conversar com o escritor francês Frédéric Martel, autor de Smart, que acaba de ser lançado no Brasil pela Civilização Brasileira. No original, o subtítulo do livro é “Investigação sobre as internets”. Assim mesmo, no plural. 
O principal argumento do livro é que essa história de que a internet acaba com as fronteiras e torna o mundo uniforme é falsa. “Quando trabalhava em Smart, visitei 50 países, e não vi isso acontecendo em campo em lugar nenhum”, afirmou Martel, que estava no Brasil na semana passada. “Existem fronteiras na internet, que não são fronteiras físicas, com bandeira, imigração e passaporte, com exceção da China. São fronteiras simbólicas.”
A exceção da China, que ele conta no livro, vem do fato de o governo chinês controlar o acesso à rede dentro do país, o que levou ao surgimento de várias empresas chinesas que copiam gigantes ocidentais. O Taobao é o equivalente chinês do eBay; o Reren, do Facebook; o Baidu, do Google; o Youku, do YouTube; o Weibo, do Twitter; o Weixin, do WhatsApp; e assim por diante.
Segundo Martel, as fronteiras simbólicas da internet estão relacionadas não somente ao local em que cada um vive, mas às comunidades das quais participa e à sua língua materna. Ele reconhece a força dos EUA e das empresas americanas, mas não vê nos EUA o único modelo de desenvolvimento da internet possível no mundo. 
“Alguns conteúdos são globais, e muito ligados aos EUA, mas são somente uma parte pequena do que é consumido”, disse o escritor, que costuma vir ao Brasil pelo menos uma vez por ano. Em Smart, ele trata do fim do Orkut. Martel defende que o Brasil trabalhe numa regulação internacional da internet em parceria com a União Europeia, para tratar de questões como privacidade e competição.
“A internet é geolocalizada”, afirmou o escritor. “Somos 2,7 bilhões de pessoas conectadas no mundo e seremos 5 bilhões em cinco anos. Os mais de 2 bilhões que virão devem ser ainda mais ligados ao seu território. Eles não falam inglês. Acho que o futuro da internet será cada vez mais localizado e personalizado.”

terça-feira, 3 de novembro de 2015

INTERNET - A sina da IANA

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Demi Getschko

A sina da IANA

“Ai é luta, patuléia!”, título de um delicioso artigo de Vanessa Bárbara publicado em uma edição da Piauí de 2006, é um palíndromo – frase que pode ser lida, indiferentemente, da esquerda para a direita e vice-versa – de Paulo Werneck. Ele serve bem para ilustrar a tensão, pendular, na 54ª reunião da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN, na sigla em inglês) recém-encerrada em Dublin, na Irlanda. A cidade é reduto de escritores como James Joyce – talvez o único que tem no mundo um dia de comemoração. O Bloomsday, comemorado em 16 de junho, é o dia dedicado ao personagem central de Ulisses. É dia de lotar os pubs e encher a cara com cerveja preta, enquanto se recita a rebuscada prosa de Joyce.
A cabeça do palíndromo: em 1998, um órgão do governo norte-americano, a National Telecommunications and Information Administration (NTIA) divulgava um green paper intitulado Uma Proposta para Melhorar a Gestão Técnica de Nomes e Números da Internet. Ela chamou candidatos a assumir a manutenção da raiz de nomes da internet, função até então exercida pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA). Entre outras atividades menos críticas, a IANA cuidava desta lista de “sobrenomes” que habitam o nível mais alto da rede. É o caso do “.org”, “.com”, “.br” e outros. A IANA era formada por uma pequena equipe de uns dois técnicos, sob orientação do sábio cientista da computação Jon Postel.
Em setembro de 1998, a NTIA anunciou a proposta vencedora: uma organização recém-constituída na Califórnia, a ICANN, que tinha Jon Postel entre seus fundadores, assumiria as funções da IANA. Postel seria o chefe técnico da mesma atividade que já exercia há anos, com senso e sabedoria.
Duas semanas depois, acontece o imprevisto: em outubro de 1998, quando a ICANN já absorvia as funções da IANA, Postel faleceu. Vint Cerf, pioneiro da internet e colega de Postel, escreveu a requisição para comentários 2468, uma tocante apologia ao amigo. Com mais dúvidas, talvez, sobre a gestão da nova ICANN, a NTIA assinou, no começo de 2000, um contrato que estipulava que qualquer alteração na raíz de nomes (a função da IANA) seria avalizada pela NTIA. Ou seja, a NTIA, dos EUA, “supervisionaria” essas modificações. O contrato ainda sugeria que, após consolidação da ICANN, por volta de 2003, a NTIA poderia abrir mão dessa “tutela”.
Foi só em 2014, porém, que ela mostrou interesse em se afastar da função, “desde que a comunidade multissetorial defina como assumi-la”. Pesou nessa decisão, a pressão exercida pela comunidade e o processo que culminou, em abril de 2014, no encontro NETmundial, realizado no Brasil. A resposta à oferta da NTIA poderia parecer óbvia: repassar a supervisão à própria ICANN que, afinal, foi criada para isso em 1998. Mas, na internet, nada é tão simples assim.
A cauda do palíndromo: o debate em Dublin, polarizado por interesses comerciais e políticos exacerbados por 15 anos, continuou quente, num cenário onde “inimigos do meu inimigo” podem ser usados como “aliados úteis” quando há tanto em jogo. As tensões acumuladas enquanto a NTIA exerceu a supervisão afloraram. Que destino dar à IANA? 1998 volta à cena em pleno 2015 e cometo, também eu, um palíndromo algo manco: “Agirá para mudar IANA? Ha! Na ira duma rapariga!”
É CONSELHEIRO DO COMITÊ GESTOR DA INTERNET; ESCREVE QUINZENALMENTE