domingo, 18 de novembro de 2012

sistema imunológico e alimentação


Jocelem Salgado

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Desde o momento que nascemos estamos expostos a bactérias, vírus, fungos e outras substâncias estranhas que podem agredir nosso organismo, atacando-o a qualquer momento. Entretanto, para combater esses inimigos nosso corpo está equipado, dispondo do que chamamos de sistema imunológico, ou seja, um "exército" de células específicas que estão sempre alertas e prontas para defendê-lo de agentes estranhos.
Contudo, esse sistema pode muitas vezes ficar fragilizado, debilitado, e quando isso acontece nós nos tornamos suscetíveis à todos os agentes estranhos já citados, que tendem a provocar resfriados, gripes ou outras doenças mais sérias, como infecções generalizadas e até mesmo o câncer.

Entre os fatores que podem acarretar prejuízos para o sistema imunológico destacamos o estresse físico, ambientais (por exemplo a poluição), emocionais (por exemplo a depressão) e a alimentação desequilibrada, que eu considero como sendo o mais importante.
Sistema Imunológico
A função do sistema imunológico consiste em reconhecer cada um dos tecidos, células, proteínas.... do organismo para distingui-las de uma ampla variedade de agentes patogênicos e substâncias estranhas. Neste processo, os linfócitos T, células pequenas que fazem parte dos glóbulos brancos sangüíneos (também conhecidos como leucócitos), têm grande importância.
Durante o desenvolvimento fetal, o sistema imunológico "aprende" a distinguir as substâncias próprias do organismo; com isso mantém desativados os linfócitos T que reagiram diante das mesmas. Mas quando um agente estranho, como por exemplo uma bactéria, invade nosso corpo, essas células são ativadas com o objetivo de defender nosso organismo dos possíveis prejuízos que a bactéria causará. É por isso que os linfócitos são freqüentes em áreas de inflamação crônica, pois eles estão ali para exercerem sua função imunológica. E é por isso que num exame de sangue, a taxa alterada dessas células pode indicar que algo vai mal com nosso sistema imunológico.
Uma concentração anormal, maior que o valor de referência pode indicar por exemplo infecção. Já no caso de indivíduos infectados pelo vírus da aids, a destruição da função desses linfócitos pelo vírus resulta numa deficiência imunológica e conseqüente vulnerabilidade a infecções oportunistas potencialmente fatais.
Os alimentos que mantém o sistema imunológico em dia
Um indivíduo bem nutrido, que se alimenta de frutas, verduras, legumes e grãos está muito mais bem preparado para enfrentar gripes, infecções e outras doenças do que um indivíduo mal nutrido, cujo cardápio é rico em alimentos gordurosos, processados e com excesso de açúcar. Isto porque as vitaminas e minerais que potencializam as nossas defesas orgânicas estão presentes em grande quantidade nas frutas, grãos e hortaliças em geral.

As principais vitaminas e minerais que atuam fortalecendo nosso sistema imunológico são as vitaminas A, C, E e ácido fólico e os minerais zinco e selênio. A seguir mostraremos quais são as principais funções imunológicas de cada um desses nutrientes e em quais alimentos são mais encontrados.
Vitamina A - Essa vitamina apresenta um papel muito importante na manutenção da integridade das membranas mucosas. Por isso, a sua deficiência no nosso organismo provoca uma redução do número de linfócitos T circulantes, aumentando a probabilidade de infecções bacterianas, virais ou parasitárias. Os alimentos considerados ricos nessa vitamina são: cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão.
Vitamina C - Essa vitamina antioxidante estimula a resistência às infecções através da atividade imunológica de leucócitos. Ela aumenta a produção dessas células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, tomates e vegetais folhosos crus são fontes excelentes. Morangos, repolho e pimentão verde são boas fontes. Mas não se esqueça: a vitamina C é facilmente destruída pela luz e pelo calor. Um suco de laranja com acerolas, por exemplo, deve ser consumido imediatamente após preparo para que não haja grande perda da vitamina C.
Vitamina E - Essa vitamina tem a capacidade de interagir com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante. Sua função primordial é proteger as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temerosos radicais livres que são liberados em qualquer reação química do organismo e podem causar sérios danos às estruturas das células, detonando o processo de envelhecimento e desencadeamento de algumas formas de carcinogênese. Alimentos ricos em vitamina E são o germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema, vegetais folhosos e legumes.
Ácido fólico - Essa vitamina é essencial para a formação dos leucócitos (glóbulos brancos) na medula óssea. Alimentos ricos em ácido fólico são fígado, feijões e vegetais folhosos verde escuros (brócolis, couve, espinafre).
Zinco - Esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Uma deficiência de zinco resulta em diversas doenças imunológicas; a deficiência grave causa linfopenia (grande diminuição do número de linfócitos). Fontes alimentares importantes de zinco são as carnes, peixes (incluindo ostras e crustáceos), aves e leite. Cereais integrais, feijões e nozes são também boas fontes.
Selenio - Assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres (formados devido a ação dos raios solares, poluição, fumaça de cigarro, entre outros) no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer. Castanha do pará, alimentos marinhos, fígado, carne e aves são os alimentos mais ricos em selênio.
Veja agora alguns dos alimentos que apresentam propriedades benéficas para seu sistema imunológico.

Iogurte e leite fermentado - Também conhecidos como pro- bióticos eles possuem microrga nismos vivos que recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico
Alho - Excelente agente antibacteria- no, além de possuir substân- cias que previnem o câncer gástrico e doenças cardiovasc.

Cogumelo Shitake - Esse cogumelo possui lentinan, uma substância que aumenta a produção das células de defesa do organismo

Acerola - Fruta riquíssima em vitamina C (30 a 50 vezes mais que a la- ranja). Essa vitamina age na reconstituição dos leucócitos em períodos de queda de resistência
Gengibre - Excelente alimento que ajuda no fortalecimento do sistema imunológico
Últimas Considerações
A alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e grãos, proporciona ao nosso organismo nutrientes importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico. Acredito que as pessoas que seguem uma alimentação deste tipo, adquirem defesas próprias contra as mais variadas doenças, tornando-se mais fortes que elas, e isso, com certeza, propicia tempo e qualidade de vida maiores.

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uma hegemonia tropical

Fernando Gabeira
"Ideologia, eu quero uma para viver". Se Cazuza estivesse vivo, talvez se interessasse por uma palavra que rima com ideologia e ocupa novo espaço no cenário político brasileiro. Hegemonia é um termo que assusta os adversários do PT e preocupa seus aliados. Embora ninguém se tenha dedicado a defini-la, todos temem perder a independência.
Que tipo de hegemonia está em jogo? A palavra, na teoria leninista, significa a tomada do poder político e a instalação da ditadura do proletariado. Na versão de Antonio Gramsci, a hegemonia faz-se por um processo cultural, implica concessões e tem como perspectiva a introjeção pela sociedade das ideias do partido revolucionário.
Não creio que o PT trabalhe com essas duas perspectivas de hegemonia. Na verdade, pouquíssimos leram Lenin, não só pela distância no tempo, mas pela aridez do seu estilo. O próprio Gramsci é muito mais conhecido por citações esparsas.
Dentro da simplicidade que rege o pensamento do militante comum, a ideia de hegemonia nasce da definição do papel da classe operária. Se, por força teórica, essa classe deve ser hegemônica, nada mais razoável do que ser hegemônico também o partido que a representa.
Essa coreografia fantasmagórica não teria palco em outros países onde não se vê a classe operária com potencial hegemônico e se tem consciência das próprias transformações que ela viveu, com o crescimento do trabalho intelectual. Para ser mais simples: já no início do exílio, quando perguntávamos aos operários suecos por seus correspondentes russos, eles suspiravam, não de admiração, mas de pena por suas precárias condições de vida e, sobretudo, de liberdade.
Mas se o tema volta à cena no Brasil, é porque tem importância. As constantes vitórias eleitorais do PT e a ocupação de cada milímetro da máquina estatal fortalecem o medo. O avanço da esquerda latino-americana sobre a imprensa e a Justiça nutrem a impressão de que estamos diante de uma nova onda histórica.
Mas será que estamos mesmo diante de uma nova onda histórica ou é apenas ilusão de ótica de quem tem uma visão parcial do mundo? A classe operária brasileira, assim como a dos outros países, quer basicamente melhoria de vida. E contempla com seu voto, como o fez com a social-democracia, os partidos que trabalham para isso quando assumem o governo.
A sede de poder do PT deve produzir uma nova frente anti-hegemônica, composta por aliados e adversários do partido, uns querendo derrotá-los, outros apenas buscando uma relação mais favorável. Isso talvez ajude a pôr as coisas num patamar mais realista. Em primeiro lugar, a classe operária não é idêntica à fantasia militante. Em segundo lugar, numa sociedade complexa como a nossa, a palavra cooperação tem um alcance maior do que hegemonia.
Será um trágico erro histórico tentar aplicar no Brasil critérios do século passado, pensar em governá-lo com estruturas fechadas e hierárquicas num momento em que a sociedade tende a se organizar em redes. Não só o desempenho das redes se choca com a ideia de hegemonia. Os partidos políticos, num regime democrático, devem denunciar as intenções do parceiro quando sua visão teórica aponta para a hegemonia.
Não sabemos o nível de intimidade do PT com a obra de Gramsci. Ele falava de uma hegemonia ética política. O PT jogou esse primeiro termo no lixo e adotou a perspectiva dos fins justificando os meios. Também não há uma ampla divisão de mundo em que o PT busque a hegemonia.
Teses como casamento gay e descriminalização de drogas, constantemente apresentadas como cavalos de Troia do socialismo, na verdade não foram criadas por ele. E no íntimo são repudiadas por muitos dos seus líderes. Em Havana, no início dos anos 1970, um militante gay perguntou sobre o tema ao embaixador norte-coreano e ele respondeu: "Homem com homem? Isso não existe".
Gramsci vivia num país católico e pensava em saídas para o comunismo que acabaram, de certa forma, inspirando mais tarde a proposta de compromisso histórico entre Partido Comunista e Democracia Cristã. As grandes lutas ideológicas no exterior estão hoje mais concentradas em impor limites e mais racionalidade ao capitalismo. Não têm muito que ver com Gramsci. E, creio, nada têm com Lenin, que previa pura e simplesmente a ditadura do proletariado. Essa os próprios chineses foram obrigados a desmontar no campo econômico, mantendo-a no político.
Não quero dizer que as pretensões hegemônicas de um partido sejam tão anti-históricas que não valha a pena combatê-las. Adversário ou aliado, o PT está no poder pelo poder. Lenin e Gramsci não tinham problema de eleições de dois em dois anos. Se o tivessem, entenderiam a força da máquina e da grana. Lenin faria uma nova revolução se lhe apresentassem a conta de uma produção de TV. Gramsci voltaria de bom grado para o cárcere se lhe dissessem que as ideias agora se produzem no departamento de marketing.
As forcas que se opunham ao PT foram sendo enfraquecidas pelas constantes derrotas eleitorais e, naturalmente, pelo crescente distanciamento da máquina e da grana. Nunca foram realmente forças de oposição, mas atuavam como um governo no exílio, à espera de voltar ao poder. Fazer oposição dá mais trabalho e traz inúmeros riscos.
Ao contrário do que possa se imaginar, a ascensão do PT e a queda dos adversários não significam o fim da história. As eleições municipais no Brasil, sobretudo nas grandes cidades, mostraram que milhões de pessoas não se identificam nem com o PT, desfigurado pela corrupção, nem com seus adversários. A distância entre a política tradicional e os eleitores abre um caminho de reflexão. Ela pode crescer até os limites da legitimidade. Ou pode ser superada por forças que tenham uma resposta para esse desencanto.
Quem falará aos ausentes e aos que votaram sem entusiasmo? O que dizer a eles?
* JORNALISTA

vitaminas e alimentos


Os principais alimentos considerados fonte de Vitamina K, são:
 ■Fígado de porco, presunto, salsicha, carnes, ovos
 ■Chá preto, nescafé, chocolate
 ■Mamão, uva, passas, melão, banana, laranja, ameixa, coco, abacate, kiwi
 ■Tomate, brócolis, couve, couve-flor, cenoura, beterraba, moranga, alface, espinafre repolho
 ■Feijão, lentilha, ervilha seca, soja
 ■Farelo de trigo
 ■Batata inglesa, batata doce, mandioca, milho
 ■Laticínios

A vitamina K ajuda na coagulação do sangue evitando hemorragias, na cicatrização e na reposição de nutrientes dos ossos além de ajudar na prevenção de tumores e doenças do coração.
A vitamina B1, chamada de tiamina ou vitamina F, é indispensável a saúde do sistema nervoso, dos músculos e do coração. Suas principais fonte são:
 ■Carnes, principalmente a de porco
 ■Cereais integrais
 ■Legumes
 ■Verduras amargas
 ■Oleaginosas (nozes, amendoim e castanho do pará)
 ■Lentilha, feijão e soja
 ■Gema de ovo
 ■Fígado
 ■Coração
 ■Presunto
 ■Levedo de cerveja

A vitamina B1 atua em nosso organismo no desenvolvimento e no estímulo do apetite.
Os principais alimentos considerados fonte de Vitamina E, são:
 ■Óleos vegetais (soja, palma, amendoim, milho, cártamo, girassol, oliva)
 ■Nozes
 ■Sementes de girassol
 ■Kiwi
 ■Gérmen de trigo
 ■Vegetais de folhas verdes
 ■Grãos integrais
 ■Peixe
 ■Leite de cabra

A vitamina E, conhecida como tocoferol, tem como principal função inibir a ação dos radicais livres, além de ter efeito anticancerígeno. É um dos nutrientes essenciais ao organismo.
Os principais alimentos considerados fonte de Vitamina A, são:
 ■óleo de fígado de peixe
 ■fígado bovino
 ■gema de ovo
 ■manteiga
 ■creme de leite
 ■vegetais de folha verde
 ■vegetais e frutas de coloração amarelada
 ■óleo de palma-vermelha.

A vitamina A  é conhecida também como retinol, e é a substância responsável pela integridade da pele, revestimento dos pulmões, intestino, trato urinário e também da retina ocular.
As principais fontes alimentares de vitamina B6 são os cereais, as carnes, as frutas e as verduras. Lembrando de que o cozimento reduz os teores de B6 dos alimentos.
 Outros alimentos fontes de vitamina B6 são:
 ■Levedo de cerveja
 ■Melado
 ■Leite
 ■Ovos

A vitamina B6, também conhecida como piridoxina, age como diurético natural e ajuda na imunização do corpo, no controle dos níveis de glicose no sangue, no metabolismo de algumas proteínas e no metabolismo dos aminoácidos.
Tatiana Zanin (Nutricionista)
A vitamina B12, também chamada de Cobalamina, atua na prevenção e no combate da anemia sendo encontrada principalmente em alimentos de origem animal e nos alimentos enriquecidos com vitamina B12.

Alimentos ricos em Vitamina B12

Alguns exemplos de alimentos ricos em vitamina B12 são:
 ■Levedo de cerveja
 ■Iogurte
 ■Cereais integrais enriquecidos (os alimentos de origem vegetal não contêm a vitamina B12)
 ■Leite
 ■Batata
 ■Peixes (atum, truta, bacalhau e salmão)
 ■Ovos
 ■Carnes e geral (suína, bovina e de aves)

A cobalamina (Vit. B12), é absorvida no intestino e armazenada principalmente no fígado e portanto esta é a principal fonte alimentar de vitamina B12.

A carência de vitamina B12 é comum em casos de anemia perniciosa, síndrome de má absorção, hipotiroidismo, baixa produção de ácido clorídrico pelo estômago e em pessoas com dietas estritamente vegetarianas.

Para que serve a vitamina B12

A vitamina B12 serve para manter as células vermelhas e nervosas do sangue saudáveis e também ajuda no metabolismo da gordura. Quando o consumo de alimentos ricos em vitamina B12 é pequeno, como ocorre especialmente entre os vegetarianos deve-se tomar um suplemento alimentar de vitamina B12 para evitar a anemia perniciosa e outras complicações como o derrame cerebral e as doenças cardíacas.

A vitamina B12 pode ser encontrada em forma de comprimidos, xarope ou injetável.








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As principais  fontes alimentares de vitamina D são os peixes e frutos do mar como o salmão, o carapau ou os mariscos. Os cogumelos quando expostos à luz ultravioleta também aumentam a quantidade de vitamina D. Outros alimentos fontes de vitamina D são:
 ■Óleo de fígado de bacalhau;
 ■Atum enlatado em água;
 ■Sardinhas enlatadas em óleo;
 ■Leite, iogurte e queijos;
 ■Carne ou fígado de vitela;
 ■Gema de ovo e
 ■Alguns cereais enriquecidos

Poucos alimentos contêm vitamina D naturalmente, mas existe a opção de se consumir alimentos enriquecidos com a vitamina D como podemos facilmente encontrar nas manteigas, margarinas e nos iogurtes, por exemplo.

Funções e importância da vitamina D

A principal função da vitamina D é facilitar a absorção do cálcio, diminuindo o risco de doenças ósseas e cardíacas. Por isso, ter boas quantidade de vitamina D no sangue é de suma importância para a saúde. A vitamina D ainda:
 ■ajuda a emagrecer;
 ■ajuda no crescimento;
 ■fortalece dentes e ossos;
 ■ajuda na hipertrofia;
 ■diminui a acne e
 ■melhora a fertilidade.

A vitamina D é produzida pela pele quando o indivíduo fica diretamente exposto ao sol, sem usar nenhum tipo de protetor solar. Essa exposição deve ser diária, e deve ocorrer no início da manhã, antes das 10 horas ou no final da tarde, após as 16 horas, para evitar os efeitos nocivos dos raios ultravioletas.

Mas para garantir a quantidade necessária de vitamina D no organismo o indivíduo deve consumir alimentos ricos em vitamina D com frequência.

Doenças causadas pela falta de vitamina D

As doenças causadas pela falta de vitamina D no organismo podem ser:
 ■raquitismo;
 ■oesteomalácea;
 ■osteoporose;
 ■alterações ósseas importantes como baixa estatura e pernas tortas;
 ■fragilidade dentária.

Quando tomar a vitamina D pura

Só deve-se tomar a vitamina D pura quando o médico orientar. Geralmente há indicação para suplementação de vitamina D quando o indivíduo possui carência vitamina D no sangue, ou como forma de prevenção, como ocorre em locais muito frios, onde a exposição solar é mais difícil.

Efeitos nocivos do excesso de vitamina D

Os efeitos nocivos relacionados ao excesso de vitamina D no organismo são o aumento de cristais de cálcio na corrente sanguínea. Isso pode gerar doenças renais, gota e até mesmo cardíacas.

Links úteis
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

datacenter


Datacenter precisa ser confiável

12/11/2012
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Ethevaldo Siqueira
Os datacenters são vitais para a vida moderna. Eles controlam quase tudo em cada segmento da atividade humana: energia, iluminação, telecomunicações, internet, tráfego urbano, transportes aéreos, bancos, indústria, comércio, sistemas de segurança, saúde pública, nosso lazer, nosso conforto e nossa integridade física.
Os datacenters controlam e supervisionam a vida, a segurança e o bem-estar de bilhões de seres humanos. Na maioria das cidades e países, portanto, dependemos do bom funcionamento e da disponibilidade desses centros de controle de dados e informações.
A maioria das pessoas, entretanto, não tem consciência dessa importância, diferentemente das grandes corporações e instituições públicas, que precisam levar este assunto a sério e dar-lhe a devida prioridade.
Sem datacenters, você, leitor, não consegue sequer fazer uma consulta no Google. Lembre-se que esse gigantesco portal utiliza milhares de centros que controlam, indexam e armazenam mais de 800 trilhões de páginas de informações. Em poucos meses, esse número deverá quebrar a barreira do primeiro quatrilhão de páginas.
Muitas pessoas preferem não pensar nessa dependência a que estamos submetidos, até porque ela é apenas uma entre tantas outras dependências, especialmente para quem vive em megalópoles. Muitos dizem, conformados: “Nada podemos fazer para mudar a situação”.
Um bom conceito
Qual seria um bom conceito de datacenter? Segundo a última edição de meu Newton’s Telecom Dictionary, datacenter é um “local centralizado provido de recursos de computação e de telecomunicações de importância crucial – incluindo servidores, sistemas de armazenamento, bancos de dados, periféricos, redes de acesso, software e aplicativos –, operado por pessoal altamente especializado, para uso e controle de indústrias, governo e empresas de serviços”.
Comecei recentemente uma entrevista com Henrique Cecci, renomado especialista no assunto do Grupo Gartner, com uma provocação. Pedi-lhe que confirmasse se os datacenters são, realmente, grandes vilões do meio ambiente, pela enorme quantidade de energia que consomem, pelos investimentos brutais que demandam e por seus custos operacionais estratosféricos.
“Isso talvez fosse verdadeiro há 15 ou 20 anos. De lá para cá, as coisas têm mudado significativamente”, respondeu Cecci. “Os datacenters evoluíram muito. Os mais modernos são muito menores e modulares. Essa é a grande tendência corporativa: o crescimento modular. É claro que eles continuam tendo um ciclo de vida longo, mas sua expansão ocorre de forma progressiva. Da mesma forma que as corporações buscam essa modularidade do desktop ao mainframe, assim também ocorre com o datacenter.”
Surgiu, recentemente, um novo conceito de “datacenter infinito”, lembra Cecci. Na realidade, os datacenters mais modernos comprovam essa tendência. Eles são muito mais compactos, mais eficientes. E mais do que um discurso, a sustentabilidade constitui uma preocupação verdadeira, com benefícios e resultados muito mais positivos para as próprias empresas, dentro da filosofia da green technology. Conscientes desses aspectos, as corporações modernas levam em conta o consumo de energia, a emissão de carbono e o aquecimento global. E crescem à medida que a demanda de serviços vai crescendo.
Uma prova concreta dos resultados dessa consciência ambiental é o fato de os datacenters modernos terem hoje capacidade de processamento quatro vezes superior à dos antigos, embora ocupem apenas 40% do espaço, segundo estudos do Gartner e de outras consultorias de renome.
E não se trata, a rigor, de simples miniaturização de componentes eletrônicos, mas de uma busca permanente pela eficiência geral do sistema, que inclui os conceitos de virtualização (uso das máquinas virtuais) e computação em nuvem.
Os datacenters modernos armazenam muito mais dados e informações nos racks ou bastidores do que antigamente, até porque era mais difícil refrigerá-los. As novas tecnologias não apenas possibilitam esse aumento de densidade, mas também asseguram melhor refrigeração. Consequentemente, os datacenters modernos ocupam menos espaço. As multizonas – quer dizer, espaços especializados em alto, médio e baixo nível de processamento – constituem ainda outro meio para aumentar a eficiência geral do sistema.
Reduzindo riscos
Outra grande tendência dos datacenters é a busca incessante de maiores níveis de segurança, em especial daqueles que servem às áreas de serviços essenciais e setores financeiros. Um dos riscos potenciais que as corporações enfrentam no Brasil reside atualmente na baixa confiabilidade do setor público de energia elétrica.
Grandes bancos – como Bradesco, Itaú ou Banco do Brasil – cuidam com muito mais responsabilidade e seriedade da segurança porque precisam garantir continuidade absoluta de serviços, o que significa reduzir praticamente a zero os riscos de interrupção ou de apagões. Assim fazem também as empresas de telecomunicações, em especial depois do advento da internet.
Conceitos próximos
O datacenter está intimamente ligado a dois outros mundos tecnológicos: o da virtualização e o da nuvem. Aliás, esses dois conceitos interligados não são novos, pois já eram utilizados, embora às vezes com nomes diferentes, desde as décadas de 1960 ou 1970. A virtualização começou, praticamente, pela criação de máquinas virtuais para reduzir os enormes investimentos em plena era dos mainframes. Seu objetivo mais importante é aproveitar o melhor da infraestrutura.
Para complementar este artigo, sugerimos a leitura do artigo sobre o novo datacenter da Telefônica-Vivo, de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, publicado a seguir.
Vivo|Telefônica tem o mais
avançado da América do Sul
Para conhecer uma infraestrutura do século 21, do mais alto padrão na América do Sul, é só visitar o datacenter da Telefônica|Vivo, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele foi projetado para funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias por ano, e custou R$ 400 milhões e tem confiabilidade de 99,98%, de classe TIER III.
Com quatro níveis – I, II, III e IV –, o padrão TIER é um modelo utilizado para medir o nível de confiabilidade de uma infraestrutura destinada a assegurar o funcionamento de um centro de processamento de dados (CPD) com o máximo de eficiência e segurança. A entidade que emite com exclusividade os certificados de classificação TIER é o Uptime Institute Professional Services.
Com 33 mil metros quadrados de área construída, em sua fase inicial, em terreno com 72 mil metros quadrados, incorporando os recursos mais modernos disponíveis no mundo, o datacenter da Telefônica|Vivo assegura crescimento modular e pode atender à operadora por dez anos, até 2019, a partir da elaboração de seu projeto, em 2010.
Dotado de dois datahalls, cada um deles com 2.300 metros quadrados, para abrigar os equipamentos de armazenamento e controle de dados, o datacenter opera, inicialmente, com apenas um deles. Em suas instalações, ele dispõe de equipamentos e áreas de serviços – entre as quais a da subestação de energia, dos geradores, do restaurante e do espaço de convivência – com um total de 28.400 metros quadrados.
Na infraestrutura do datacenter, foram utilizados 200 mil quilômetros de cabos – o que equivale a cinco voltas em torno da Terra, pela linha do equador. O consumo de energia é de 3,14 kW por metro quadrado e 7,2 MW (megawatt) por cada módulo datahall. A potência total do empreendimento é de 24,5 MW.
A sustentabilidade e todas as preocupações ambientais podem ser comprovadas até na captação da água das chuvas para ser utilizada no resfriamento dos equipamentos. Toda água é tratada antes de ser lançada no ambiente. Na construção do datacenter, foram empregadas 300 toneladas de madeira certificada, proveniente de reflorestamento.
Cerca de 200 profissionais trabalham no datacenter Telefônica|Vivo de Santana do Parnaíba. (Ethevaldo Siqueira).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

a santidade do aprendizado

Moza Bint Nasser
Em Tal Rifat, nas cercanias da cidade síria de Alepo, as crianças não têm escola para frequentar. O edifício, atingido duas vezes por ataques aéreos nas últimas semanas, está completamente arruinado. Os alunos de Azaz, outra cidade próxima, não estão em melhor situação: há uma base militar onde costumava ficar a escola. Fora dos limites do país de mais de 23 milhões de pessoas, nos acampamentos superlotados da Jordânia (outro país do Oriente Médio) as crianças refugiadas turcas ou libanesas têm sorte se conseguirem encontrar um professor para continuarem a ter aulas.

A educação está sendo atacada, e não só na Síria, mas em várias regiões do mundo. Do Afeganistão à Costa do Marfim, de Gaza ao Sudão do Sul, a história é a mesma. Há 28 milhões de crianças vivendo em zonas de conflito sem receber nenhuma educação e o número de ataques contra os estabelecimentos de ensino está aumentando. Apesar da proibição explícita por parte das leis internacionais, a santidade do aprendizado é violada diariamente das maneiras mais absurdas possíveis. A guerra civil deixa inúmeras crianças fora da escola. Há alguns motivos para isso. Um é que unidades estão ocupadas por refugiados. Outro é que muitos pais têm medo da violência.
Felizmente, a comunidade global está começando a notar esse problema pernicioso e, nas próximas semanas e nos próximos meses, uma série de iniciativas importantes vai falar sobre isso.
Primeiramente, precisamos amplificar as vozes das vítimas e deter a corrupção moral com a perspectiva real de punição. O Education Above All, um grupo do qual tenho a honra de ser presidente, publicou um item importante esta semana: Protecting Education in Insecurity and Armed Conflict (Como proteger a educação em tempos de insegurança e conflitos armados), um manual que reúne as leis internacionais existentes sobre a proteção da educação em zonas de conflito. Pela primeira vez os investigadores, advogados e juízes têm um livro em que basear o comportamento dos violadores da educação. É um novo e poderoso instrumento de justiça.
E enquanto os líderes mundiais se reúnem para a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, eu me juntarei ao secretário-geral Ban Ki-moon e outras pessoas para lançar uma grande campanha que lidará com o fato vergonhoso de que 61 milhões de crianças no mundo inteiro não podem ir à escola.
Por maiores que sejam os desafios, é possível, até mesmo nas piores circunstâncias de pobreza e conflito, oferecer às crianças uma educação significativa. Durante o meu trabalho como enviada especial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e por meio dos meus projetos no Iraque, em Gaza, na Indonésia e em outros lugares, tive o privilégio de testemunhar a eficácia de intervenções relativamente simples, mas inovadoras.
Meus mandatos na Unesco e na ONU são globais e existem crianças que precisam desesperadamente da nossa proteção em todas as regiões, mas há lições importantes a serem aprendidas com a minha região natal no Oriente Médio, onde pudemos presenciar avanços importantes. As matrículas no ensino fundamental aumentaram em mais de 10% na última década, as diferenças entre os sexos diminuiu e mais crianças estão passando do ensino fundamental para o médio. Apesar disso, mais de 6 milhões de crianças ainda não vão à escola e mais de um quarto dos adultos são analfabetos. Com dois terços da população árabe com menos de 25 anos de idade (o chamado youth bulge, ou "explosão juvenil"), a maneira como os jovens enfrentarão os anos que estão por vir determinará, em grande parte, o futuro da nossa região e das nossas perspectivas comuns de paz e segurança globais.
O Iraque é um exemplo. Ele já foi um país líder em educação no mundo árabe, mas sofreu muito como resultado das três décadas de conflito. Enquanto na década de 1980 as taxas de alfabetização eram altas, hoje quase um quarto dos iraquianos é analfabeto e a taxa é ainda maior em algumas áreas rurais e entre as mulheres. Ao ver o trabalho que lá está sendo feito para incentivar a educação formal e informal, treinar professores e promover a alfabetização, fiquei convencida de que a educação é a chave para ajudar o berço da civilização a curar suas feridas e se reerguer.
Temos muito a ganhar. Sabemos que uma criança que nasce de uma mãe que sabe ler tem 50% mais chances de viver além dos 5 anos de idade. Nos países em desenvolvimento, cada ano extra de ensino fundamental pode acrescentar, no mínimo, 10% aos ganhos futuros da criança. Essa pode ser a saída do círculo vicioso e a entrada para o virtuoso. Os adultos com um grau de segurança financeira têm muito mais chances de investir na educação dos filhos.
É por isso que, apesar da quantidade e da escala dos desafios que enfrentamentos, nunca me senti tão empolgada e cheia de esperança pelas crianças esquecidas quanto me sinto hoje. O Qatar vai fazer a sua parte. Em novembro a comunidade global de educação se reunirá em Doha para o World Innovation Summit for Education (Wise) anual, que terá como tema Transformando a Educação. Um dos prêmios Wise 2012 será destinado a reconhecer o projeto que forneceu melhor financiamento inovador para a educação primária. Isso reflete o meu apoio aos Objetivos do Milênio traçados pela ONU, que inclui, entre outras metas, ter um ensino básico universal.
Este ano convidarei outras pessoas para se juntarem a mim numa nova iniciativa que oferecerá educação de qualidade e resultados verdadeiramente mensuráveis em benefício das crianças ao redor do mundo.
A educação é uma bênção. Ela nos dá oportunidades, influência e uma obrigação moral clara de usar esses dons para proteger esse direito para outras pessoas.
* É A ENVIADA ESPECIAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA E SUPERIOR DA UNESCO